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Estou só a dizer coisas ...

um espaço para a reflexão e partilha ...

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Estou só a dizer coisas ...

18
Jun18

observar e imaginar

publicado por Tri

silhouete.jpg

Eu sempre sonhei acordada!

 

Fazia histórias na minha cabeça, não só totalmente imaginárias, como sobre a minha vida: se fosse ter um qualquer momento/evento importante delineava na minha cabeça todos os cenários e falas possíveis de acontecer nesse momento.

 

Sempre tive uma boa imaginação (se calhar tinha muito tempo livre…huuuum…just saying).

 

E, aliado a tudo isso, sempre fui (e sou!) muito observadora e quando falo em observação, não é só com os olhos. É usar os cinco sentidos para observar o que nos rodeia. Ouvir as ondas a rebentar, cheirar o perfume das flores, saborear um chocolate, sentir a relva nos pés, ouvir os autocarros a passar e olhar as pessoas à minha volta.

 

Sempre gostei de observar as pessoas. As pessoas são tão naturais quando não sabem (ou não presentem) que estão a ser observadas. Gosto de estar na praia a ver as pessoas que passam à beira-mar nas suas caminhadas, ou que cuidadosamente espalham o creme nas crianças. Gosto de observar as pessoas apressadas a correr para o metro. Gosto de as observar nos transportes com todos os seus hábitos, a dormitar, a ler um jornal, a utilizar o telemóvel e ir trocando mensagens e sorrindo para o mesmo.

 

As pessoas são genuínas quando não sabem que estão a ser observadas. Gosto de me sentar no centro comercial (das poucas vezes que lá vou) e olhar as pessoas a entrar e a sair das lojas carregadas de sacos de compras. E gosto de imaginar. Imagino quem serão essas pessoas. Que vidas terão, porque andam tão apressada. Já aconteceu conhecer pessoas de vista, imaginar como seriam as suas vidas e depois conhecê-las melhor.

 

Eu gosto de observar, e dar largas à imaginação, de forma que algumas pessoas não me despertam a atenção. Ou são muito apressadas ou têm cara de poucos amigos, e à luz da minha imaginação parecem-me desinteressantes.

 

Mas também a quem importa a história que se forma na cabeça das pessoas que observam ;)

 

E vocês, observam pessoas ou pelo contrário, sentem-se muitas vezes observados?

14
Jun18

podemos recomeçar?

publicado por Tri

MAMTRA_RECOMEÇAR_1.jpg

Todos temos momentos na vida em que cometemos erros e por muito que tentemos ter pensamento positivo e atrair coisas positivas…há momentos em que simplesmente parece que o universo se esqueceu de nós…

 

O erro faz parte da vida (é mesmo bom que aconteça) faz com que possamos aprender, ver novas perspetivas sobre a vida, perceber o que funciona ou não, faz-nos crescer!

Mas depois temos momentos em que o tal erro acarreta consequências elevadas e, depois, temos que ser fortes o suficiente para as aceitar.

 

Será que não podemos simplesmente recomeçar? Passar uma borracha e recomeçar, tudo direito desta vez, sabendo já o que não fazer…(era tão bom que assim fosse)

 

Há alturas em que parece que se torna difícil sermos positivos…

 

Certo é que todos temos consciência que as nossas vidas derivam do somatório entre as nossas atitudes, escolhas e decisões. Daí que nem sempre o que planeamos é cumprido ou funciona.

Mas todos sabemos também que derrotas e conquistas fazem parte do nosso crescimento enquanto individuo, temos que atravessar adversidades, umas com maior dificuldade que outras.

 

 E aí surge o sucesso do nosso desenvolvimento pessoal; surge porque aprendemos com os nossos erros, porque transformamos os fracassos em oportunidades para fazer melhor, é assim o nosso recomeço, mais seguro e tranquilo sabendo de antemão o que não devemos fazer ou dizer.

 

Afinal de contas sempre há recomeços….não voltamos à estaca zero mas temos uma grande vantagem connosco: a aprendizagem obtida. Muitas vezes não temos oportunidade de reparar esses erros mas, certamente, que aprendemos com os mesmos e estes virão sempre à mente em situações futuras, numa nova oportunidade.  

 

Acabo constatando que, de facto, errar faz parte, não conseguimos fugir de tal por muito que ponderemos as decisões ao longo da nossa vida, a diferença (ou o problema) é a forma como encaramos esse erro.

18
Mai18

update

publicado por Tri

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Tenho muitas saudades de escrever aqui no blog.

 

A verdade é que, como já referi inúmeras vezes, o tempo é algo difícil de gerir e, eventualmente, não o estarei a fazer da melhor forma.

E então que tenho feito?

Infelizmente, de forma bem resumida é só trabalho, trabalho e mais trabalho.

 

Pendentes acumulados, prazos para cumprir, muita ansiedade e nervos com que lidar…não sei para onde me hei-de virar.

 

A juntar a tudo isso existe o facto de as novas tecnologias existirem para facilitarem a nossa vida, de tal forma que estamos sempre contactáveis em qualquer lado (e toda gente sabe isso!), logo enviam um e-mail e exigem ter a resposta nos 5 minutos seguintes.

 

Mas já ninguém tem paciência para esperar?!? Pelo menos, o tempo mínimo admissível…

 

Temos tudo demasiado disponível na vida. É tudo demasiado confortável.

 

Slowliving!? Estamos a perder! A perder o ritmo lento em que as coisas apareciam feitas (e bem feitas) mas sem a imposição dos dias atuais, em que nos exigem uma ocupação constante, conexão a tudo e todos, coisas rápidas e imediatas.

 

Espero profundamente que seja uma fase e, depois, espero voltar à ‘programação habitual’.

 

Só me apetece fugir daqui, isolar, respirar fundo e esperar que tudo desapareça e que quando eu voltar tudo tenha passado…

27
Mar18

sermos pais dos nossos pais

publicado por Tri

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As linhas delineadas nos rostos dos nossos pais, não são meras rugas, são marcas das lutas diárias, da vida a acontecer, das noites mal dormidas e sonos perdidos por nós.

 

Os nossos pais não serão jovens para sempre, um dia, vão envelhecer. 

 

E creio que deverá ser uma honra se tivermos a oportunidade de presenciar esta fase da vida deles, pois teremos a oportunidade de retribuir todo o cuidado e dedicação que tiveram connosco, enquanto nos formaram pessoas.

Certamente, fizeram o melhor que souberam e que puderam de acordo com o que a vida lhes proporcionou.

 

Categoricamente, não creio que seja uma fase fácil também, teremos que estar melhor preparados para quando esta fase chegar. A velhice vai torná-los carentes, necessitados de atenção e de ouvidos pacientes que oiçam as suas mágoas e lembranças.

 

Mas essas lembranças, onde constaremos pela certa, farão com que se sintam vivos e por isso é tão importante que não as percam.

 

Ainda assim, terão retrocessos físicos (ainda que não muito graves, mas os inerentes ao avançar da idade), o corpo franzino precisará do nosso apoio para se mover, tal como fizeram connosco quando nos ensinaram um dia a andar.

A cabeça começará a ficar confusa e a contar as mesmas histórias, vezes e vezes sem conta, com o entusiamo de como se fosse a primeira vez.  

As inseguranças de infância (das quais já nem nos lembramos) têm tendência a repetir-se na velhice…sempre ouvimos dizer “que na velhice voltamos a ser crianças” e não foge muito à realidade; daí a necessidade premente de cuidados e atenção; da troca de papéis.

 

Não obstante, acredito plenamente que não estamos preparados para sermos pais dos nossos pais; é um processo de adaptação e aprendizagem.

 

Quer dizer, velho é um conceito relativo (sempre o é); para mim os meus pais não são velhos, estão simplesmente a envelhecer, no entanto, aos olhos do meu sobrinho eles são velhos, aos olhos dos amigos deles são perfeitamente normais, aos olhos dos meus avós seriam ainda uns jovens. É sempre relativo …

 

A maior dificuldade reside em conciliarmos o nosso espirito de filhos adultos com o progressivo envelhecimento deles; largarmos os ideais de criança de que os nossos pais são heróis, que são invencíveis e que estarão cá para sempre.

E assim, nada é mais justo do que estarmos ao lado deles quando precisarem, tanto ao longo da sua vida adulta como na velhice.

 

Ainda que, por vezes, a paciência nos possa trair e o aborrecimento surja, não é contra eles…é contra o tempo, o mesmo tempo que nos ensina, educa, cura e faz crescer e que os está a levar de nós.

 

Devemos tratá-los com carinho, respeito, oferecer-lhes colo (tal como fizeram connosco), em forma de companhia, de cuidado, de atenção, de sorrisos, de uma mão estendia e braços abertos.

 

É dar-lhes mais paciência e menos exasperação. Menos desassossego e mais apoio. Mais companheirismo e menos acusações. Mais afeto e menos cobranças.

Eles estão apenas a envelhecer; tal como todos nós, a cada dia que passa.

15
Dez17

viver sem pressas

publicado por Tri

Não tenho escrito ao ritmo que gostaria nem atualizado convenientemente este blog…tem-me custado manter o foco.

Mas em compensação tenho vivido experiências novas nos cursos que ando a tirar, tenho tentado pensar mais em mim e cuidar de mim e já dei alguns passos bastante importantes nesse sentido, nomeadamente no campo da saúde.

 

Sabem quando uma pessoa começa a viver de acordo com aquilo em que acredita, que lhe parece fazer sentido, que lhe dá equilibro, e, de repente, parece atrair pessoas que pensam e vivem da mesma forma; livros que só podiam ser mesmo lidos nessa altura, blogs inspiradores que nos aparecem na ‘hora certa’. É o que me anda a acontecer!

 

Acho que as coisas me começam a fazer sentido; me dão alento para uma mudança de vida, mudança de hábitos, mentalidade, para uma vida melhor e mais estável.

Vou continuar a tentar ir mudando, focando-me em abrandar, pensar mais em mim, tentar encontrar o meu equilíbrio para, dessa forma, poder dar-me mais e melhor aos outros.


Vou partilhar convosco algumas dicas que, apesar de não serem novidade, despertam em mim esta vontade de mudar e se as tornar ‘regras’ para a minha vida.

 

❤ Viver sem pressa: acabamos por chegar sempre a todo o lado.

 

❤Desconectar: não levar o telemóvel para o quarto, ou se necessário, não o levar para junto da cama. Dar ao cérebro o descanso devido.

 

❤ Aceitar-se tal como se é

 

❤ Amar o que fazemos e sentir prazer nisso.

 

❤Cuidar dos nossos: Amar quem nos rodeia e demonstrarmos isso mesmo, cuidar das nossas relações, não as tomar sempre como certas.

 

❤ Preparar o nosso corpo para o descanso: comer algo leve ao jantar e dormir as horas necessárias que o corpo exige (a roupa vai continuar por passar e arrumar, mas quando pegarmos nesses afazeres vamos ter muito mais energia)

 

❤ Saber parar: quando necessário parar. Parar a correria do dia-a-dia e respirar fundo, despois continuar. Parar alguma tarefa mais stressante, analisar os prós e contras e depois continuar…é que flui muito melhor.  

❤ Agradecer pelas coisas mais simples, todos os dias. Gratidão pelo que temos perante as atrocidades a que assistimos no mundo.  

 

❤ Contribuir para o nosso planeta. Das mais simples formas, como ajudar a reciclar, até envolvimentos mais complexos com associações ambientais. É urgente tratamos do nosso planeta que, de facto, não é ‘nosso’ é apenas emprestado e, como tal, todos temos responsabilidade sobre ele e de o deixar melhor para as gerações futuras.

 

❤ Simplificar: as nossas rotinas, os nossos hábitos, diminuindo drasticamente a quantidade de coisas que usamos diariamente. Nomeadamente em questões de produtos de beleza, guarda-roupa e afins. Reunimos tanta ‘tralha’ que até a escolha se torna difícil

 

❤ Descomplicar: esta é a mais difícil, mas passa simplesmente por desligarmos o descomplicómetro, olhando para uma situação sob o prisma mais simples

 

❤ Rir: rirmos de nós próprios e rir da vida. Rir muito e sempre, pois só assim é que vale a pena viver a vida

28
Nov17

isto há cada um ...

publicado por Tri

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Eu sei claramente que não me acontece só a mim, mas chateia …

 

Pessoas estacionarem (mal) em frente ao meu carro que está bem estacionado (no devido lugar para o efeito, vá).

Pessoas estacionarem em frente ao meu carro que está bem estacionado e ficarem dentro do carro.

Pessoas estacionarem em frente ao meu carro que está bem estacionado, ficarem dentro do carro e verem-me a abrir o meu e a entrar e não se mexerem.

Pessoas estacionarem em frente ao meu carro que está bem estacionado, ficarem dentro do carro e verem-me a abrir o meu e a entrar…e ainda tenho que apitar para alertar e com maior das latas me perguntam:

 

“Quer sair?!”

“Não! Claro que não, vim só para ficar a olhar para si!”

 

(ainda assim, é melhor que as pessoas que deixam o carro, vão para longe e voltam 3h depois … é que não há buzinadela que safe)

02
Nov17

a gratidão

publicado por Tri

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Hoje acordei bem, bem como um todo.

Acordei e dei comigo a ter consciência de toda a gratidão que me invadia.

 

Mas afinal, o que é isto da gratidão?

 

Quando sentimos gratidão é como se o coração transborda-se de alegria. É quando nos sentimos bem, e especiais, e alegres e felizes por "nada de especial”, ou melhor dizendo “por tudo e por nada”. Apenas porque sim!

 

Acordei e senti-me bem enquanto comia uma banana e vendo o sol a aparecer timidamente no céu, senti-me grata por poder apreciar um ato tão simples como esse, mas que nem todos os seres humanos têm o acesso a esse privilégio.

Senti-me grata pelo facto de o meu trabalho ser no sentido oposto ao do trânsito diário e de eu não ter que passar por isso todos os dias (aliás senti-me grata por ter trabalho sequer).

 

Senti-me grata por ter tempo e possibilidade (devido á distancia) de ir comer a minha marmita junto à praia e poder parar, e apreciar o que me rodeia e pensar.  

 

Quando paramos para pensar, refletir em algo, a respiração é uma ferramenta bastante importante, é uma das formas que nos permite estarmos conscientes do momento presente, que nos permite estar aqui e agora.

Assim, numa das minhas inspirações dei comigo a ser grata pela família que tenho, aquela que está mesmo junto a mim sempre, pelos meus pais que são um pilar fortíssimo (e se calhar não o sabem devidamente), pelos amigos, mesmo amigos, que se contam pelos dedos das mãos mas que estão sempre presentes mesmo sem notarmos.

 

Grata por poder simplesmente caminhar neste mundo, ter saúde, poder ler, ser feliz, poder servir o próximo, poder continuar a sonhar com ‘mudar o mundo’ e, não o conseguindo, tentar fazer o meu papel para o tornar um pouco melhor. Grata por poder ver os pássaros no quintal da minha mãe e ainda a ouvir a refilar (toda chateada) que lhe estão a ‘debicar’ os morangos todos.

 

Grata por poder escolher o que quero para minha vida e por poder lutar pelo que quero, sem limitações nem imposições. Grata por ser livre.

 

E acho que todos deveríamos ser gratos na vida, em algum momento deveríamos parar a nossa azáfama diária e sermos gratos.

No fundo, todos temos algo por que ser gratos, quanto mais não seja o facto de estarmos vivos, termos diferentes experiências e podermos viver esta vida, da melhor maneira que nos é possível.  

 

E vocês, pelo que são gratos hoje?

26
Out17

Ah e tal, o minimalismo…

publicado por Tri

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 É um conceito que me faz cada vez mais sentido, muito sentido mesmo.

Creio que no fundo, a simplicidade e o viver com verdade foram valores que sempre estiveram presentes na minha vida; mas sinto cada vez mais a necessidade de mudar muitos hábitos de melhorar muita coisa, na minha pessoa e no mundo que me rodeia.

 

Todos os anos (desde que me lembro de ser gente vá) que faço uma vistoria nos armários e gavetas para dar a roupa que já não serve, que já não gosto, enfim, que já não uso. (também só o faço porque tive uma fase consumista muito forte e tenho sempre muita roupa..=/ )

De uma forma geral, tentei sempre ir ‘destralhando’ roupa, sapatos, carteiras…mas no fundo, creio que o fazia pelas razões erradas. Não só pela vontade de dar, a quem de facto fosse usar aquelas peças giras e em bom estado e lhes fosse dar uma nova vida, mas para arranjar mais espaço para as novas peças que pudessem ir ‘habitar’ o meu armário.

 

Tenho assistido a uma mudança nos últimos anos: a minha mudança, a da minha pessoa! E tem sido ótimo!

 

Conheci e explorei livros ótimos que me recomendaram e tenho seguido alguns blogs desta nossa blogosfera que são simplesmente inspiradores, que me fazem acreditar, que me ajudam a perceber muitas coisas, que me fazem ter vontade de efetivamente mudar (não apenas o dizer gostaria de mas de o fazer efetivamente).

 

No fundo, sempre tive um lado minimalista dentro de mim, sempre disse que ‘quando fosse grande’ não ia ter uma casa como a da minha avó, cheia de bibelôs e ‘tralhas’ (as casa das avós são todas assim, verdade!!?) e mesmo a da minha mãe que guarda tudo o que lhe oferecem, gosta de comprar pratos, jarras e toda uma parafernália de artigos de decoração.

 

Não tenho nada contra a quem o faz (até porque as fábricas precisam de vender todos aqueles artigos de Bordalo Pinheiro) mas de facto cada vez me identifico menos. (ainda assim há peças especiais em casa da avó/mãe que são ótimas para surripiar)

 

O conceito de minimalismo está de facto na moda, mas é uma moda tão positiva e que nos pode trazer tantas coisas benéficas que creio que todos os que se identificam devem mesmo aderir.

18
Set17

as frases que me tiram do sério

publicado por Tri

1. "Tem calma"

O "tem calma" é daquelas coisas que me faz subir a tensão de forma quase imediata.

Das duas uma, ou eu nem sequer estava nervosa (apenas a apresentar algum ponto de vista com mais convicção!!) e fico automaticamente irritada; ou se estava a ter um ataque de ansiedade (porque o GPS nunca funciona quando deve e já estou à 2h às voltas…por exemplo, só como exemplo) então perco a cabeça.

 

Eu nem sou pessoa de me irritar de facto, mas o ‘tem calma’ tem um poder quase super-heróico de ligar um botão dentro de mim para me fazer perder a paciência.

Mas porquê?!? Porque é que têm que usar essa expressão?! Por acaso alguém acha que por dizer calma em voz alta resolve automaticamente todos os problemas existentes e que a pessoa com quem falam fica de tal modo aliviada que nem precisa de meditação?!

 

2. "Então, como te correu o dia?"

A sério?! Ainda mal cheguei, ainda não me sentei e querem que eu faça um resumo do dia?! E quem disse que eu quero, se calhar o dia nem foi assim tão bom e o que quero é esquecê-lo e não revivê-lo de ponta a ponta. Se foi bom e empolgante vou querer contá-lo à minha maneira, cheio de histórias, pormenores e parvoíces.

Portanto não me peçam resumos. 

 

3. "Não stresses"

Mas por acaso o facto de eu comentar que o condutor do lado (que se está a tentar meter na fila á nossa frente) que sofre de ‘chico-espertismo’ significa que já estou stressada?! Stressada é deixarem-me ficar horas presa no trânsito a perder preciosos anos de vida.

Só porque uma pessoa comenta certos e determinados problemas do dia-a-dia (trânsito, filas de supermercado e afins) não significada de forma perentória que já está stressada….mas se continuam irá fazer quase o mesmo efeito de ‘Tem calma!’.

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04
Set17

seremos mesmo o espelho dos nossos pais?

publicado por Tri

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Dizem-nos durante toda uma vida “é a cara chapada da mãe.”, “Ai que feitiozinho, sai mesmo ao pai”, “tal pai, tal filho”, e será que somos mesmo assim tão iguais?

Será que os nossos feitios e personalidade são ditados pelos nossos pais e respetivos feitios? Será que não desenvolvemos a nossa própria personalidade ao longo da vida á medida que vamos crescendo? Será que somos assim tão iguais?

E a resposta é sim, eu creio que sim!

 

Eu vejo por tantos casos que me são próximos, amigos e família, como os pequenos absorvem tudo que nem esponjas.

Assisto ao crescimento de algumas crianças pensando ‘que orgulho, que esperta e inteligente ela está a ficar’ refletindo que os exemplos daqueles pais são de facto positivos, as regras que lhe são impostas fazem todo o sentido, as atividades culturais que partilham com a criança são muito benéficas e, dessa forma, creio que estão a fazer um bom trabalho.

 

No entanto, vejo outros em que penso ‘ai no que ele se está a tornar’ e, de facto, é mesmo isso com pais com uma índole um tanto ao quanto duvidosa, amargos e insurretos, as crianças repetem os seus hábitos, educação (ou falta dela) e as tendências que as envolvem.

Assim, a criança torna-se pouco simpática, social e até autónoma nas funções básicas da vida, mas de facto a culpa não é da criança, mas sim da sua envolvente, mas sim dos exemplos (ou não) que lhe são passados.

 

A criança é totalmente condicionada e influenciada pelo seu meio ambiente, pelos exemplos dos pais, as conversas que os mesmos têm, os hábitos do dia-dia, são determinantes para o desenvolvimento da criança.

 

Todos temos a consciência de que viemos ao mundo fruto da união entre duas pessoas (com mais ou menos amor, não está em causa), e das quais herdamos geneticamente características que nos distinguem a cada um de nós de forma particular. Muitas destas características revelam aquilo que nós somos como pessoas, embora não totalmente, pois há coisas que o meio social nos transmite quase sem nos apercebermos.

 

Assim percebe-se a importância de sermos pais, criadores, educadores; é de facto relevante, (não propriamente pais biológicos…às vezes bem longe disso…) não só porque somos responsáveis por aquele pequeno ser que sem nós não é autónomo e não sobrevive, como também, somos responsáveis pelas pessoas que colocamos no mundo, somos responsáveis por criar aquele ser da melhor forma possível, passar-lhe a melhor educação e valores porque ele será o adulto que ficará neste mundo e o mundo já está suficientemente cheio de pessoas amargas, ruins e maldosas.

 

Pais deste mundo, vamos torná-lo num lugar melhor?!