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Estou só a dizer coisas ...

um espaço para a reflexão e partilha ...

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Estou só a dizer coisas ...

17
Out18

o Amor

publicado por Tri

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É o amor que nos rege nesta vida (ou deveria ser).

E não necessariamente amor de romance. Podemos, e devemos, ser preenchidos pelo amor entre amigos, família, pelos animais, pelo trabalho, lugares, coisas e momentos.

 

Devia mesmo ser a palavra de ordem do nosso dia-a-dia, mas não sei porquê nem sempre é assim tão simples.

Mas, na verdade, até pessoas que não te conhecem te podem dar algum tipo de amor, em forma de pequenos gestos, de atenção, de carinhos…vemos isso recorrentemente no nosso voluntariado diário.

 

E que bem que sabe!

 

Sem nos darmos conta, o Amor está presente em todos os minutos das nossas vidas. Quando lhe damos mais relevância as coisas tornam-se mais claras e reconhecemos efetivamente esse amor. Ainda assim, mesmo sem nos apercebermos o amor vai marcando a nossa vida.


E isso deveria ser regra obrigatória na vida de todas as pessoas!

 

O Amor é aquele sentimento bom, cheio de luz, que nos preenche, que nos faz sentir plenos. O Amor é muita coisa e demonstra-se das mais diversas formas.

 

Amor é quando uma simples recordação te deixa com um sorriso na cara; é quando te sentes repleto de um sentimento que parece que transborda e que não consegues conter.

 

O amor verdadeiro é aquele que nunca é abalado, que resiste a qualquer adversidade da vida, por muitas dificuldades, discussões, chatices ou momentos menos bons, tudo é ultrapassável porque esse amor é forte o suficiente para que tudo passe e as pessoas se unam.

 

É também, provavelmente, a palavra mais difícil que existe porque é aquela que toda a gente sabe o que quer dizer, mas todos temos dificuldade em explicar.

 

Amor é querer pertencer ao outro, não por submissão ou posse, mas por entrega; é aquele que nos faz esquecer tudo só por estar na presença de Alguém que nos é especial.

 

Amor é pensar que sem esse alguém o teu mundo parece que vai desabar e que não sabes como será a tua vida sem esse Alguém.

 

O Amor é um sentimento tão forte que é difícil de explicar, creio que por muitas palavras que se usem parece que nada é suficiente para expressão o sentimento em si; as palavras em si não chegam, é muito mais que isso, não cabe em nenhuma palavra.

Por isso o amor deve ser demonstrado, os pequenos atos repletos de amor, não apenas dizer um ‘Amo-te’ sentido.

 

O Amor motiva a necessidade de proteção e pode-se manifestar de diferentes formas entre os seres humanos, pois falamos de amor para com os nossos pais, com a nossa ‘cara-metade’, com a nossa família, etc.

 

Amor é saber ouvir, é abraçar nos momentos difíceis, é limpar as lágrimas depois de as deixar correr. É apoiar os sonhos do outro como se fossem nossos.

 

Amor é partilhar sonhos e conquistas conjuntas, é partilhar a última fatia do bolo, é dar incomensuravelmente.

 

Amor é tudo o que há de bom para se viver.

26
Set18

a vida muda e nós acompanhamos

publicado por Tri

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 "Por vezes temos que abandonar a vida que tínhamos planeado, pois já não somos aquela pessoa que fez aqueles planos.”

 

A vida muda, assim como os objetivos que tínhamos traçado. E eu acredito que todas essas mudanças trazem aprendizagem e experiência.

 

Não obstante, para mim, que adoro planear e organizar tudo, no início fico um pouco à nora, mas com perseverança tudo se encaixa, simplesmente se adapta. Por vezes, o que estava a ser protelado passa a ser prioridade, o que era prioridade acaba por perder importância.

 

Começamos a capacitar-nos de que alguma coisa tem de ficar pelo caminho, temos de definir prioridades e escolher o essencial para os próximos tempos.

 

E de facto a vida muda tanto, nós crescemos, os nossos gostos e hábitos mudam, a nossa paciência para determinados acontecimentos deixa de existir e a nossa abertura para tantos outros passa a fazer parte de nós. Parece que nos tornamos, aos poucos, num novo ser.

 

Eu estou nessa fase em que preciso de parar e perceber. Perceber quais são, afinal, as minhas prioridades; que decisões devo tomar na minha vida profissional (mudo, não mudo…adapto, como o conseguirei fazer?!); perceber em que projetos a nível pessoal devo investir; perceber como cuidar melhor de mim (se eu não o fizer, quem o vai fazer, certo?!); tirar tempo para mim, simplesmente.

 

Ter também mais e melhor tempo para a escrita …não apenas a escrita neste blog, mas os meus bloquinhos que gosto de ir enchendo com pensamentos. Não escrevo particularmente bem, mas não deixa de me fazer bem…digamos que é uma espécie de terapia (como dizia o do anúncio:” deita cá p’ra fora!”)

 

Acho que este ano foi muito importante para tomar consciência de mim, para investir em mim, para aprender muito e muitas coisas distintas, para ir mudando o meu estilo de vida e acho que 2019 vai ser o meu ano!

18
Jun18

observar e imaginar

publicado por Tri

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Eu sempre sonhei acordada!

 

Fazia histórias na minha cabeça, não só totalmente imaginárias, como sobre a minha vida: se fosse ter um qualquer momento/evento importante delineava na minha cabeça todos os cenários e falas possíveis de acontecer nesse momento.

 

Sempre tive uma boa imaginação (se calhar tinha muito tempo livre…huuuum…just saying).

 

E, aliado a tudo isso, sempre fui (e sou!) muito observadora e quando falo em observação, não é só com os olhos. É usar os cinco sentidos para observar o que nos rodeia. Ouvir as ondas a rebentar, cheirar o perfume das flores, saborear um chocolate, sentir a relva nos pés, ouvir os autocarros a passar e olhar as pessoas à minha volta.

 

Sempre gostei de observar as pessoas. As pessoas são tão naturais quando não sabem (ou não presentem) que estão a ser observadas. Gosto de estar na praia a ver as pessoas que passam à beira-mar nas suas caminhadas, ou que cuidadosamente espalham o creme nas crianças. Gosto de observar as pessoas apressadas a correr para o metro. Gosto de as observar nos transportes com todos os seus hábitos, a dormitar, a ler um jornal, a utilizar o telemóvel e ir trocando mensagens e sorrindo para o mesmo.

 

As pessoas são genuínas quando não sabem que estão a ser observadas. Gosto de me sentar no centro comercial (das poucas vezes que lá vou) e olhar as pessoas a entrar e a sair das lojas carregadas de sacos de compras. E gosto de imaginar. Imagino quem serão essas pessoas. Que vidas terão, porque andam tão apressada. Já aconteceu conhecer pessoas de vista, imaginar como seriam as suas vidas e depois conhecê-las melhor.

 

Eu gosto de observar, e dar largas à imaginação, de forma que algumas pessoas não me despertam a atenção. Ou são muito apressadas ou têm cara de poucos amigos, e à luz da minha imaginação parecem-me desinteressantes.

 

Mas também a quem importa a história que se forma na cabeça das pessoas que observam ;)

 

E vocês, observam pessoas ou pelo contrário, sentem-se muitas vezes observados?

14
Jun18

podemos recomeçar?

publicado por Tri

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Todos temos momentos na vida em que cometemos erros e por muito que tentemos ter pensamento positivo e atrair coisas positivas…há momentos em que simplesmente parece que o universo se esqueceu de nós…

 

O erro faz parte da vida (é mesmo bom que aconteça) faz com que possamos aprender, ver novas perspetivas sobre a vida, perceber o que funciona ou não, faz-nos crescer!

Mas depois temos momentos em que o tal erro acarreta consequências elevadas e, depois, temos que ser fortes o suficiente para as aceitar.

 

Será que não podemos simplesmente recomeçar? Passar uma borracha e recomeçar, tudo direito desta vez, sabendo já o que não fazer…(era tão bom que assim fosse)

 

Há alturas em que parece que se torna difícil sermos positivos…

 

Certo é que todos temos consciência que as nossas vidas derivam do somatório entre as nossas atitudes, escolhas e decisões. Daí que nem sempre o que planeamos é cumprido ou funciona.

Mas todos sabemos também que derrotas e conquistas fazem parte do nosso crescimento enquanto individuo, temos que atravessar adversidades, umas com maior dificuldade que outras.

 

 E aí surge o sucesso do nosso desenvolvimento pessoal; surge porque aprendemos com os nossos erros, porque transformamos os fracassos em oportunidades para fazer melhor, é assim o nosso recomeço, mais seguro e tranquilo sabendo de antemão o que não devemos fazer ou dizer.

 

Afinal de contas sempre há recomeços….não voltamos à estaca zero mas temos uma grande vantagem connosco: a aprendizagem obtida. Muitas vezes não temos oportunidade de reparar esses erros mas, certamente, que aprendemos com os mesmos e estes virão sempre à mente em situações futuras, numa nova oportunidade.  

 

Acabo constatando que, de facto, errar faz parte, não conseguimos fugir de tal por muito que ponderemos as decisões ao longo da nossa vida, a diferença (ou o problema) é a forma como encaramos esse erro.

18
Mai18

update

publicado por Tri

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Tenho muitas saudades de escrever aqui no blog.

 

A verdade é que, como já referi inúmeras vezes, o tempo é algo difícil de gerir e, eventualmente, não o estarei a fazer da melhor forma.

E então que tenho feito?

Infelizmente, de forma bem resumida é só trabalho, trabalho e mais trabalho.

 

Pendentes acumulados, prazos para cumprir, muita ansiedade e nervos com que lidar…não sei para onde me hei-de virar.

 

A juntar a tudo isso existe o facto de as novas tecnologias existirem para facilitarem a nossa vida, de tal forma que estamos sempre contactáveis em qualquer lado (e toda gente sabe isso!), logo enviam um e-mail e exigem ter a resposta nos 5 minutos seguintes.

 

Mas já ninguém tem paciência para esperar?!? Pelo menos, o tempo mínimo admissível…

 

Temos tudo demasiado disponível na vida. É tudo demasiado confortável.

 

Slowliving!? Estamos a perder! A perder o ritmo lento em que as coisas apareciam feitas (e bem feitas) mas sem a imposição dos dias atuais, em que nos exigem uma ocupação constante, conexão a tudo e todos, coisas rápidas e imediatas.

 

Espero profundamente que seja uma fase e, depois, espero voltar à ‘programação habitual’.

 

Só me apetece fugir daqui, isolar, respirar fundo e esperar que tudo desapareça e que quando eu voltar tudo tenha passado…

27
Mar18

sermos pais dos nossos pais

publicado por Tri

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As linhas delineadas nos rostos dos nossos pais, não são meras rugas, são marcas das lutas diárias, da vida a acontecer, das noites mal dormidas e sonos perdidos por nós.

 

Os nossos pais não serão jovens para sempre, um dia, vão envelhecer. 

 

E creio que deverá ser uma honra se tivermos a oportunidade de presenciar esta fase da vida deles, pois teremos a oportunidade de retribuir todo o cuidado e dedicação que tiveram connosco, enquanto nos formaram pessoas.

Certamente, fizeram o melhor que souberam e que puderam de acordo com o que a vida lhes proporcionou.

 

Categoricamente, não creio que seja uma fase fácil também, teremos que estar melhor preparados para quando esta fase chegar. A velhice vai torná-los carentes, necessitados de atenção e de ouvidos pacientes que oiçam as suas mágoas e lembranças.

 

Mas essas lembranças, onde constaremos pela certa, farão com que se sintam vivos e por isso é tão importante que não as percam.

 

Ainda assim, terão retrocessos físicos (ainda que não muito graves, mas os inerentes ao avançar da idade), o corpo franzino precisará do nosso apoio para se mover, tal como fizeram connosco quando nos ensinaram um dia a andar.

A cabeça começará a ficar confusa e a contar as mesmas histórias, vezes e vezes sem conta, com o entusiamo de como se fosse a primeira vez.  

As inseguranças de infância (das quais já nem nos lembramos) têm tendência a repetir-se na velhice…sempre ouvimos dizer “que na velhice voltamos a ser crianças” e não foge muito à realidade; daí a necessidade premente de cuidados e atenção; da troca de papéis.

 

Não obstante, acredito plenamente que não estamos preparados para sermos pais dos nossos pais; é um processo de adaptação e aprendizagem.

 

Quer dizer, velho é um conceito relativo (sempre o é); para mim os meus pais não são velhos, estão simplesmente a envelhecer, no entanto, aos olhos do meu sobrinho eles são velhos, aos olhos dos amigos deles são perfeitamente normais, aos olhos dos meus avós seriam ainda uns jovens. É sempre relativo …

 

A maior dificuldade reside em conciliarmos o nosso espirito de filhos adultos com o progressivo envelhecimento deles; largarmos os ideais de criança de que os nossos pais são heróis, que são invencíveis e que estarão cá para sempre.

E assim, nada é mais justo do que estarmos ao lado deles quando precisarem, tanto ao longo da sua vida adulta como na velhice.

 

Ainda que, por vezes, a paciência nos possa trair e o aborrecimento surja, não é contra eles…é contra o tempo, o mesmo tempo que nos ensina, educa, cura e faz crescer e que os está a levar de nós.

 

Devemos tratá-los com carinho, respeito, oferecer-lhes colo (tal como fizeram connosco), em forma de companhia, de cuidado, de atenção, de sorrisos, de uma mão estendia e braços abertos.

 

É dar-lhes mais paciência e menos exasperação. Menos desassossego e mais apoio. Mais companheirismo e menos acusações. Mais afeto e menos cobranças.

Eles estão apenas a envelhecer; tal como todos nós, a cada dia que passa.

15
Dez17

viver sem pressas

publicado por Tri

Não tenho escrito ao ritmo que gostaria nem atualizado convenientemente este blog…tem-me custado manter o foco.

Mas em compensação tenho vivido experiências novas nos cursos que ando a tirar, tenho tentado pensar mais em mim e cuidar de mim e já dei alguns passos bastante importantes nesse sentido, nomeadamente no campo da saúde.

 

Sabem quando uma pessoa começa a viver de acordo com aquilo em que acredita, que lhe parece fazer sentido, que lhe dá equilibro, e, de repente, parece atrair pessoas que pensam e vivem da mesma forma; livros que só podiam ser mesmo lidos nessa altura, blogs inspiradores que nos aparecem na ‘hora certa’. É o que me anda a acontecer!

 

Acho que as coisas me começam a fazer sentido; me dão alento para uma mudança de vida, mudança de hábitos, mentalidade, para uma vida melhor e mais estável.

Vou continuar a tentar ir mudando, focando-me em abrandar, pensar mais em mim, tentar encontrar o meu equilíbrio para, dessa forma, poder dar-me mais e melhor aos outros.


Vou partilhar convosco algumas dicas que, apesar de não serem novidade, despertam em mim esta vontade de mudar e se as tornar ‘regras’ para a minha vida.

 

❤ Viver sem pressa: acabamos por chegar sempre a todo o lado.

 

❤Desconectar: não levar o telemóvel para o quarto, ou se necessário, não o levar para junto da cama. Dar ao cérebro o descanso devido.

 

❤ Aceitar-se tal como se é

 

❤ Amar o que fazemos e sentir prazer nisso.

 

❤Cuidar dos nossos: Amar quem nos rodeia e demonstrarmos isso mesmo, cuidar das nossas relações, não as tomar sempre como certas.

 

❤ Preparar o nosso corpo para o descanso: comer algo leve ao jantar e dormir as horas necessárias que o corpo exige (a roupa vai continuar por passar e arrumar, mas quando pegarmos nesses afazeres vamos ter muito mais energia)

 

❤ Saber parar: quando necessário parar. Parar a correria do dia-a-dia e respirar fundo, despois continuar. Parar alguma tarefa mais stressante, analisar os prós e contras e depois continuar…é que flui muito melhor.  

❤ Agradecer pelas coisas mais simples, todos os dias. Gratidão pelo que temos perante as atrocidades a que assistimos no mundo.  

 

❤ Contribuir para o nosso planeta. Das mais simples formas, como ajudar a reciclar, até envolvimentos mais complexos com associações ambientais. É urgente tratamos do nosso planeta que, de facto, não é ‘nosso’ é apenas emprestado e, como tal, todos temos responsabilidade sobre ele e de o deixar melhor para as gerações futuras.

 

❤ Simplificar: as nossas rotinas, os nossos hábitos, diminuindo drasticamente a quantidade de coisas que usamos diariamente. Nomeadamente em questões de produtos de beleza, guarda-roupa e afins. Reunimos tanta ‘tralha’ que até a escolha se torna difícil

 

❤ Descomplicar: esta é a mais difícil, mas passa simplesmente por desligarmos o descomplicómetro, olhando para uma situação sob o prisma mais simples

 

❤ Rir: rirmos de nós próprios e rir da vida. Rir muito e sempre, pois só assim é que vale a pena viver a vida

28
Nov17

isto há cada um ...

publicado por Tri

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Eu sei claramente que não me acontece só a mim, mas chateia …

 

Pessoas estacionarem (mal) em frente ao meu carro que está bem estacionado (no devido lugar para o efeito, vá).

Pessoas estacionarem em frente ao meu carro que está bem estacionado e ficarem dentro do carro.

Pessoas estacionarem em frente ao meu carro que está bem estacionado, ficarem dentro do carro e verem-me a abrir o meu e a entrar e não se mexerem.

Pessoas estacionarem em frente ao meu carro que está bem estacionado, ficarem dentro do carro e verem-me a abrir o meu e a entrar…e ainda tenho que apitar para alertar e com maior das latas me perguntam:

 

“Quer sair?!”

“Não! Claro que não, vim só para ficar a olhar para si!”

 

(ainda assim, é melhor que as pessoas que deixam o carro, vão para longe e voltam 3h depois … é que não há buzinadela que safe)

02
Nov17

a gratidão

publicado por Tri

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Hoje acordei bem, bem como um todo.

Acordei e dei comigo a ter consciência de toda a gratidão que me invadia.

 

Mas afinal, o que é isto da gratidão?

 

Quando sentimos gratidão é como se o coração transborda-se de alegria. É quando nos sentimos bem, e especiais, e alegres e felizes por "nada de especial”, ou melhor dizendo “por tudo e por nada”. Apenas porque sim!

 

Acordei e senti-me bem enquanto comia uma banana e vendo o sol a aparecer timidamente no céu, senti-me grata por poder apreciar um ato tão simples como esse, mas que nem todos os seres humanos têm o acesso a esse privilégio.

Senti-me grata pelo facto de o meu trabalho ser no sentido oposto ao do trânsito diário e de eu não ter que passar por isso todos os dias (aliás senti-me grata por ter trabalho sequer).

 

Senti-me grata por ter tempo e possibilidade (devido á distancia) de ir comer a minha marmita junto à praia e poder parar, e apreciar o que me rodeia e pensar.  

 

Quando paramos para pensar, refletir em algo, a respiração é uma ferramenta bastante importante, é uma das formas que nos permite estarmos conscientes do momento presente, que nos permite estar aqui e agora.

Assim, numa das minhas inspirações dei comigo a ser grata pela família que tenho, aquela que está mesmo junto a mim sempre, pelos meus pais que são um pilar fortíssimo (e se calhar não o sabem devidamente), pelos amigos, mesmo amigos, que se contam pelos dedos das mãos mas que estão sempre presentes mesmo sem notarmos.

 

Grata por poder simplesmente caminhar neste mundo, ter saúde, poder ler, ser feliz, poder servir o próximo, poder continuar a sonhar com ‘mudar o mundo’ e, não o conseguindo, tentar fazer o meu papel para o tornar um pouco melhor. Grata por poder ver os pássaros no quintal da minha mãe e ainda a ouvir a refilar (toda chateada) que lhe estão a ‘debicar’ os morangos todos.

 

Grata por poder escolher o que quero para minha vida e por poder lutar pelo que quero, sem limitações nem imposições. Grata por ser livre.

 

E acho que todos deveríamos ser gratos na vida, em algum momento deveríamos parar a nossa azáfama diária e sermos gratos.

No fundo, todos temos algo por que ser gratos, quanto mais não seja o facto de estarmos vivos, termos diferentes experiências e podermos viver esta vida, da melhor maneira que nos é possível.  

 

E vocês, pelo que são gratos hoje?

26
Out17

Ah e tal, o minimalismo…

publicado por Tri

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 É um conceito que me faz cada vez mais sentido, muito sentido mesmo.

Creio que no fundo, a simplicidade e o viver com verdade foram valores que sempre estiveram presentes na minha vida; mas sinto cada vez mais a necessidade de mudar muitos hábitos de melhorar muita coisa, na minha pessoa e no mundo que me rodeia.

 

Todos os anos (desde que me lembro de ser gente vá) que faço uma vistoria nos armários e gavetas para dar a roupa que já não serve, que já não gosto, enfim, que já não uso. (também só o faço porque tive uma fase consumista muito forte e tenho sempre muita roupa..=/ )

De uma forma geral, tentei sempre ir ‘destralhando’ roupa, sapatos, carteiras…mas no fundo, creio que o fazia pelas razões erradas. Não só pela vontade de dar, a quem de facto fosse usar aquelas peças giras e em bom estado e lhes fosse dar uma nova vida, mas para arranjar mais espaço para as novas peças que pudessem ir ‘habitar’ o meu armário.

 

Tenho assistido a uma mudança nos últimos anos: a minha mudança, a da minha pessoa! E tem sido ótimo!

 

Conheci e explorei livros ótimos que me recomendaram e tenho seguido alguns blogs desta nossa blogosfera que são simplesmente inspiradores, que me fazem acreditar, que me ajudam a perceber muitas coisas, que me fazem ter vontade de efetivamente mudar (não apenas o dizer gostaria de mas de o fazer efetivamente).

 

No fundo, sempre tive um lado minimalista dentro de mim, sempre disse que ‘quando fosse grande’ não ia ter uma casa como a da minha avó, cheia de bibelôs e ‘tralhas’ (as casa das avós são todas assim, verdade!!?) e mesmo a da minha mãe que guarda tudo o que lhe oferecem, gosta de comprar pratos, jarras e toda uma parafernália de artigos de decoração.

 

Não tenho nada contra a quem o faz (até porque as fábricas precisam de vender todos aqueles artigos de Bordalo Pinheiro) mas de facto cada vez me identifico menos. (ainda assim há peças especiais em casa da avó/mãe que são ótimas para surripiar)

 

O conceito de minimalismo está de facto na moda, mas é uma moda tão positiva e que nos pode trazer tantas coisas benéficas que creio que todos os que se identificam devem mesmo aderir.