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Estou só a dizer coisas ...

um espaço para a reflexão e partilha ...

Estou só a dizer coisas ...

um espaço para a reflexão e partilha ...

parabéns a mim, a nós

Tri, 29.02.24

Aluada como sou, deixei passar, novamente, o aniversário desta chafarica sem me aperceber. (ainda vou a tempo de comer um bolinho de celebração, não? Vá lá, um bolinho não se nega a ninguém e foi só dia 7 de fevereiro)

É verdade, já se passaram sete anos desde o dia em que decidi escrever o 1º post neste blog. Se sabia que ia durar tanto tempo? Jamais. Se achava que ia ser mais fácil? Claro que sim! Se alguma vez pensei em desistir? Tantas vezes. Se achava que ia ter leitores? Esperava que sim, mas achava que não. (por alguma coisa é que isto também é anónimo, nunca se sabe quem está a ler, certo?!)

Mas se me perguntam se vale a pena o esforço, é um redondo sim. Porque não é um esforço na medida em que não me imponho a estar presente, naturalmente vou aparecendo sempre que a vida o permite e a alma quer desabafar. Este cantinho é simplesmente o meu bloco de notas, só que partilhado convosco e, para mim, isso é perfeito.

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Não dei pelo tempo passar, mas sinto-me satisfeita por ainda não ter desistido deste blog (sim, tenho que vos admitir…este não é o primeiro da minha vida), sinto que este exercício de escrita mais recorrente me tem feito bem e me tem ajudado a melhorar a capacidade de comunicação e de escrita. (só um pouco vá, também não precisam de ser assim tão exigentes!)

Ao navegar nesta nostalgia apercebi-me de que nem me lembro de qual foi o meu primeiro texto neste blog (também com a minha memória de peixinho, isto não é uma admiração), mas ao averiguar e reler constato, com algo pesar, que o sinto muito atual, que me revejo ainda nas palavras escritas...tantos anos volvidos e a nossa sociedade não está muito melhor, a fome ainda muito presente. Por curiosidade, aqui fica.

Este blog tornou-se um projeto muito interessante, desde logo porque me permitiu conhecer e explorar esta comunidade existente no sapo; para além de todas as coisas incríveis que aprendi e descobri ao longo destes anos navegando por tantos blogs que me cativam, este espaço também me permite falar do que me apetece, com mais ou menos interesse.

Enquanto fizer sentido, para mim e para vocês, espero que este blog continue por aqui, a crescer, a ajudar à reflexão, ao desabafo, à parvoíce simplesmente.

Obrigada a vocês por estarem desse lado, por se interessarem, por partilharem também os vossos pensamentos nos cantinhos que leio.

deixem janeiro em paz!

Tri, 23.01.24

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Mas porque é que agora janeiro é o patinho feio dos meses do ano?!

O mês de janeiro é tradicionalmente o mês mais longo do ano (não é que tenha mais do que 31 dias como os outros, não...) mas é um mês onde ainda nos encontramos a digerir da época festiva, mas também iniciamos um novo ano e, acreditamos nós, um novo ciclo com imensa pressão para mudar, traçar metas, fazer acontecer.

Só que, à medida que janeiro progride, confrontamo-nos com a realidade: não é porque o ano mudou que tudo se transforma por magia e a nossa motivação é tão volátil, que rapidamente se esvai.

Dizem os especialistas, que a gestão de expetativas — nossas e as dos outros — é, então, uma das grandes razões da má fama deste mês pois embora os planos para o novo ano, as ditas resoluções, possam ser feitas com um ímpeto positivo, podem também ser altamente prejudiciais e gerar uma grande pressão.

Mas, vamos lá a ver, passamos a vida a reclamar que a vida passa a correr; que o mês acabou e não demos por nada; que nunca temos tempo para nada….então não é de aproveitar que temos um mês “muito grande” para fazer acontecer? Para desfrutar e aproveitar o tempo como se não acabasse nunca?

Todos queremos que janeiro passe a correr e que chegue ao fim, para que chegue também ao fim a ideia de que temos de iniciar algum projeto, que temos de começar a lutar pelos nossos objetivos e metas, em paralelo com a sensação de que não os conseguiremos alcançar e que nos vamos manter simplesmente parados no mesmo lugar.

Cuidado com as resoluções de Ano Novo porque um desejo por si só não muda nada, não se iludam. É preciso definir objetivos mais concretos e depois mexermo-nos e fazer acontecer!

Por isso, deixem lá o mês de janeiro em paz, que não fez mal a ninguém, e aproveitem que ele existe e que tem tempo que nunca mais acaba.

isto dos hábitos da pandemia

Tri, 24.05.23

Fui daquelas sonhadoras que acreditava sinceramente que o Mundo sairia melhor após esta provação. Mas bem, aprendi rapidamente que era apenas ingenuidade. (também vejo unicórnios a passar na minha janela, o que querem? Sonhar acordada dizem…)

 

Sinto que saímos pior, também fruto da vivência e sacríficos de todos, seja física seja mentalmente, mas “saímos” menos tolerantes, menos pacientes, menos respeitadores e mais irritáveis, mais reclamadores.

Assistimos a belas histórias de compaixão e respeito pelo próximo ao longo deste período, mas foram pequenos exemplos cor-de-rosa numa sociedade essencialmente tóxica. (é assim que se vai mantendo o equilíbrio, certo? Enquanto uns choram, outros vendem lenços)

Ainda assim, gostaria que tivessemos aprendido algumas coisas e que tivessemos saído desta pandemia com alguns novos hábitos, (lá está a sonhadora…), a título de exemplo:

- Podemos deixar de dar beijinhos a pessoas estranhas? É que podemos cumprimentar e ser cordeais sem ter que andar a lambuzar um auditório inteiro que não conhecemos de lado nenhum, ok?

- Será que é desta que as pessoas passam a lavar as mãos sempre que vão à casa de banho? É que a higiene está acima do covid. (pelo menos na minha escala de limpeza, vá)

- Manter algum distanciamento da pessoa que está à nossa frente na fila no supermercado. Não é por causa do vírus, não! É só porque todos precisamos de respirar e as nossas compras não precisam de ir para cima das do cliente da frente. Mais, escusam de ter pressa, a menina da caixa não vai fugir, vai atender-vos, prometo!

- Assumir que fato treino também consegue ser elegante e que não somos menos profissionais por não estarmos todos emperiquitados em cima de um salto alto

- Perceber que pessoas precisam de pessoas, e nós temos que desfrutar da companhia delas sempre que possível. Não é por mandarmos uma sms por semana, a picar o ponto, e termos aquele sentimento de ‘estou aqui, estou a preocupar-me’ que é suficiente, temos que fazer por estar, efetivamente, com as pessoas.

E é isto, o meu guia de salvação pós pandemia, espero que pegue e fique enraizado. Vou estar atenta a ver quem cumpre.  

Seja bem-vindo quem vier por bem

Tri, 29.03.23

E porque, ultimamente, se têm juntando alguns novos leitores a este humilde espaço, deixo alguns avisos a quem chega de novo. 😉

 

A dona deste blog é tótó. (verdade, a sua cara-metade pode validar essa informação)
Este blog pensa um pouco cor-de-rosa. (mas por vezes também se desilude com o mundo)
A dona deste blog viaja em companhias "lácoste".
Este blog não odeia todas as segundas-feiras. 

Este blog é vegetariano.

Este blog não é utópico mas, às vezes, parece.
Neste blog podem surgir coisas sem sentido.

A dona deste blog adora melancia.

A dona deste blog não consegue descascar laranjas e tangerinas (por isso não as come)
Aqui dificilmente vão encontrar dicas fashion, a dona deste blog é muito minimalista

Este blog pretende partilhar dilemas, pensamentos e ajudar a termos espírito crítico.

Este blog tenta não entrar em temas que gerem conflitos, como política e futebol.

Aqui não vai encontrar receitas, a menos que seja básica como pão com manteiga.
A dona deste blog escreve LOL nas suas mensagens privadas

A dona deste blog lê todos os dias, sem falhar e é apaixonada por livros.

A dona deste blog anda sempre com um bloco de notas na carteira.
A dona deste blog não lê blogs de pessoas de quem não gosta, ou com quem não simpatiza, só para poder criticar de seguida. 

A dona deste blog tem o ar como signo do zodíaco e, talvez por isso, anda em constante movimento e em busca de novas transformações e experiências.
Se não gostar deste blog, não volte. A dona do blog não leva a mal. 
A dona deste blog diz ‘vermêlho’ e ‘joêlho’ (malta do ‘vermeilho’ nada de gozar)
A dona deste blog adora Disney.

A dona deste blog anda a tentar fazer dieta há anos mas adora nutela (é incompatível, já sabiam?!)

Neste blog pode encontrar desabafos, se às vezes os mesmos não fazem sentido? É verdade, sim!

A dona deste blog não anda sempre bem-disposta, mas tenta fazer por isso
A dona deste blog dá calinadas e ri-se com elas. (mas poucas, ok?)

Aqui ouve-se rock, afro, música brasileira, clássica e tudo o que apetecer

A dona deste blog tem um livro da gratidão que faz, impreterivelmente, todos dias.
A dona deste blog é ecológica e faz reciclagem em todos os sítios para onde vai

A dona deste blog adora o Alentejo
A dona deste blog aceita estadias no estrangeiro oferecidas por leitores emigrantes. (é só uma ideia …não custa nada tentar, não é?)
Aqui não se deita lixo para o chão.

Aqui tenta-se criar um ambiente positivo que leve a refletir sobre diversas questões da vida.

Aqui acredita-se que temos que jeito para as artes, quando, na verdade, somos uma nulidade.

A dona deste blog sofreu de ansiedade (ainda sofre?!?)

A dona deste blog agora “é mãe” de um cachorro

Por tudo isto, o melhor conselho para quem lê este blog pela primeira vez é:



"Bem-vindo e espero que passes bons momentos nesta casa”

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a moda da positividade

Tri, 20.02.23

“Aprecia as pequenas coisas do teu dia”

“Mantém o pensamento positivo”.

Não é difícil de perceber que o tema felicidade e positivismo está na moda, diversos negócios são criados em torno dessa temática, livros e filmes de autoajuda no Top de vendas das livrarias, um breve deslizar pelas redes sociais e temos imensas frases bonitas de motivação, a quantidade de autores e especialistas sobre este assunto aumenta a cada dia, tudo para nos ajudar a mudar o foco, a conseguir chegar .  

Atualmente, é-nos ensinado que os vencedores mantêm o pensamento positivo, logo, que o nosso sucesso depende da nossa capacidade de evitar ser negativo.

A verdade, é que por vezes pode ser altamente frustrante tentar manter essa positividade.

Os efeitos da positividade são comprovados e podem fazer imensamente bem ao nosso corpo e mente (eu sou adepta, atenção). O problema está em supervalorizar essa positividade como forma de colocar um véu sobre sentimentos, dos quais não queremos falar, ou sobre emoções com as quais não sabemos lidar. 

Para que exista um equilíbrio, durante a vida temos que vivenciar momentos desapontantes, tristes, desencorajadores ou frustrantes. Por vezes, sentimo-nos menos bem sem nenhuma razão aparente e está tudo certo.

E quando a vida nos manda algumas pedras, não pegamos nelas para fazer uma ponte, não, a maioria de nós ressente-se, fica triste, tem momentos de pessimismo, dúvidas e até pânico.

E será que é assim tão mau estes sentimentos e pensamentos aparecerem na nossa vida? Significa que estaremos destinados ao fracasso só porque não vemos borboletas a voar todos os dias?

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E a pressão toda que isto cria já pensaram?! Os “positivos” acreditam que as suas vidas têm que ser maravilhosas, realizadas e plenas, e que tal só se consegue pensando positivo.

E estas ideias estão a ficar tão enraizadas (por todos os workshop e livros que se promovem) que alguém que esteja a passar um período menos bom, que tenha algum tipo de problema ainda fica mais em baixo pois crê que, para além de “já estar tudo estar mal” na sua vida, a culpa ainda é dela, por não conseguir pensar positivo e atrair coisas boas. 

E atenção que eu sou defensora do pensamento positivo, acredito genuinamente que ajuda a alcançar sonhos, tal como sermos gratos diariamente pelas coisas que vamos tendo no caminho, mesmo as más que podem ser momentos de aprendizagem.

Ao longo do último ano tive dúvidas sobre mim, pus em causa os meus conhecimentos (da vida no geral), criei conflitos com a minha área de formação (julgo genuinamente que não é a minha área, apesar de ter estudado para tal, não me apaixona), ia para um trabalho que me desgastava cada dia mais e onde saía frustrada com algumas das tarefas inerentes, algumas crises com a minha irmã, com quem sou incompatível (temos formas de ver, e viver, o mundo antagónicas), tive o meu pai no hospital e duvidei do nosso propósito no mundo … e tudo me ia deitando abaixo, mais e mais, tive um esgotamento quando, na verdade, ainda tinha muitos motivos pelos quais estar grata: eu tinha saúde, tinha a minha casinha e estava a conseguir pagá-la, tinha trabalho, a família junto de mim, fazia o meu voluntariado, conseguia estar com amigos e, portanto, pondo na balança devia estar feliz e contente com a vida. Isso é um facto! Mas não estava.

E hoje perdoo-me pela forma como lidei com tudo; perdoo-me por achar que estava errada ao não estar de bem com a vida com tudo de bom que já me deu; perdoo-me por achar que era fraca, que devia conseguir dar a volta a uma dada situação, quando na verdade, eu simplesmente tinha que viver a situação, o tempo que foi preciso e sair dela mais forte.

Por isso, sim, ter uma mente positiva é algo bom, mas se tivermos um dia mau ou nos sentirmos mais pessimistas, devemos aceitar a situação, que faz parte não estar sempre tudo cor-de-rosa, ao invés de tentarmos bloqueá-la.

Assim, vamos começar a pensar duas vezes antes de darmos conselhos como “não estejas ansioso” ou “vai ficar tudo bem”, que é interpretado como “não sintas essa emoção que é errado” quando na verdade devemos senti-la, processá-la e superar e, depois sim, voltarmos a estar bem e positivos.

Uma dica preciosa que partilho, e que ponho em prática diariamente é praticar a gratidão. Tenho um caderno na mesinha cabeceira e todos dias os dias penso sobre o meu dia e algo pelo que estou grata. Hoje ouvi os passarinhos a cantar e o sol a nascer no passeio matinal com o meu cão (matinal entenda-se 6h da manhã).

É a chamada positividade mais branda, permite-nos aperceber do bom que temos na vida e ir aprendendo a ficar feliz por pequenas conquistas ao invés da euforia passageira.

Acima de tudo, há que entender que entender que o ser humano é formado por um espectro de emoções, e que quando nos permitimos sentir cada uma delas, estamos a ser, simplesmente, normais e saudáveis. Eu demorei a aprender isso, espero que vocês sejam mais rápidos.  

e este calor, hein?!

Tri, 27.05.22

E este calor todo, alguém me explica?!

Ainda na semana passei andei com pingo no nariz com um tempo enevoado e fresco e agora “já chegou” o Verão.

Ainda não chegou a sério mas é uma bela amostra e eu quero muito que chegue porque adoro o Verão, como dizia o outro “ eu gosto é do Verãooo, de passearmos de prancha na mão” (mas sem prancha vá), saltarmos e rirmos na praia (na piscina também serve), de nadar e apanhar um escaldão” (mas sem escaldão convenhamos)

A minha mãe disse-me no outro dia “este sol agora, parece que está mais quente”, e será que está mesmo enganada?

Será o sol que está mais quente? Ou a cidade está mais cheia, com mais construções e menos árvores?

As alterações climáticas não são um mito, e bem se sente como já quase não temos 4 estações.

De qualquer forma, eu sou uma pessoa de calor, gosto dessa altura do ano, gosto de sentir calor, gosto de viajar até ao calor. É o cheirinho a férias. Não sou fã do team AC (ar condicionado), contento-me com uma leve brisa só para permitir respirar mas não demasiado fria que me tire o calor.

Já o meu pai é da equipa dos “insatisfeitos”, mal chega o calor já suspiram pelos dias de Outono mais fresquinhos.

Como é que o S. Pedro há-de agradar a todos?

E por aí, quem mais está satisfeito com estes dias de sol?

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