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Estou só a dizer coisas ...

um espaço para a reflexão e partilha ...

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o meu cookie

Tri, 24.01.23

A magia do amor, nas suas mais diversas formas continua a ser algo que me espanta.

Não deveria, não é? Deveria ser algo tão corriqueiro no nosso dia-a-dia que não nos chegaria a impressionar. Mas, infelizmente, não é.

Por vezes, parece que vivemos com palas nos olhos e muita coisa nos passa ao lado, então acreditamos que somos só desgraça, stress e chatices mas não, também somos carinho, alegria e amor. Há sempre um pouco de tudo na vida, e é assim que se consegue o equilíbrio.

No meu caso, adotei um cachorro há poucos meses … estava na rua, precisava de uma casa e carinho, fez-me olhinhos, comprou-me e não vi outra solução. Veio comigo para casa. (não havia outra opção, certo?!)

Apesar do grande desafio que tal acarreta (deixaremos isso para um outro post senão fico já com os nervos em franja) porque é um bébé só que com quatro patas, pelo que precisa de atenção, cuidados, noites mal dormidas, asneiras em casa, etc, é também um poço de amor.

É verdade, ouviram bem, não é só uma dependência, ou o tratar-te bem porque tu lhe dás comida, não, é o estar presente sempre, é o parecer que persente quando estás mais em baixo e se vem enroscar em ti, é a sua forma de carinho. Está contigo sempre, quando estás ocupado ou quando estás encostado a ler, recebe-te sempre na maior felicidade mesmo que o seu dia tenha sido péssimo, uma seca sem nada para fazer.

E nunca mais estás sozinho na vida.

E ele é tão fofo que vocês nem imaginam.

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Além do impacto da sua existência na minha vida, que é bastante benéfico e ele nem tem essa noção (será que tem?).

“Obrigou-me” a adaptar rotinas, a definir prioridades, a aproveitar melhor o tempo para fazer tudo; “obrigou-me” inclusive a fazer exercício (sim que os passeios à rua não se fazem sozinhos)

É ele que me vai ajudar a não procrastinar tanto este ano. Juntos conseguimos.

É o meu cookie e já faz parte da família. Para algumas pessoas, tal afirmação é um absurdo, ainda olham para os animais tal como são, animais. No entanto, eles ocupam um lugar na família, nas comemorações, nas rotinas diárias, nos mimos distribuídos. Eles têm as suas necessidades integradas na família, dormem, tomam banho, têm horas para comer, para brincar, para estar em família e com a família.

E ele chegou há pouco tempo, arrebatou corações e faz parte da família, com toda a sua personalidade vincada e mimada. É um tipo de amor diferente, sabem? Mas que faz tão bem.

 Quem daí percebe este amor pelos animais?

É empreendedora desd’a barriga da mãe

Tri, 27.05.21

Os meus pais têm uma forte convicção de que eu tenho algum espírito empreendedor dentro de mim, que não sei estar quieta e estou sempre metida nalgum projeto.

Por sua vez, eu posso afirmar que não tenho. Talvez em tempos idos possa ter tido um resquício mas que se perdeu com o tempo, claramente.

 

É um facto que eu estou sempre metida em alguma coisa, a ajudar alguém num determinado projeto, a fazer formações, a aprender uma nova língua, a preparar angariações de fundos para a minha associação, um sem número de coisas mas daí a ser uma empreendedora vai uma grande distância.

E porque acham os teus pais tal coisa? (perguntaram vocês, não foi?)

 

Desde pequena que sempre quis muito ser independente, e por independente entenda-se conseguir ter umas moedas para ir comprar gomas sem ter que pedir à mãe ou simplesmente ter o meu mealheiro de lata, conseguir enchê-lo e ter o maior dos prazeres em despejar todas as moedinhas em cima do balcão do banco (do montepio, claro está, como boa criança portuguesa que era) para depositar na minha conta poupança “para quando fosse grande”.

Ai, e se conseguia encher esse mealheiro minha gente…várias vezes me lembro deste processo, no tempo em que ainda aceitavam depósitos em moedas e eu recebia elogios por levar os meus escudos todos direitinhos para serem depositados. Era um orgulho! Sentia-me ‘como gente grande’.

 

E como arranjava eu tantas moedas? (foram vocês que perguntaram ou foi impressão minha?)

 

Pois aí é que está o cerne da questão e o tal jeito para os negócios que desenvolvi desde cedo, nas mais variadas atividades a que me propus.

Sempre estive disponível para ajudar todas as pessoas no nosso bairro, os meus pais assim me ensinaram, sem qualquer contrapartida, ajudava a levar os sacos ao cimo das escadas, a dar comida aos animais, a ir ‘só ali buscar dois pãezinhos qu’és linda’, no entanto, comecei a amealhar rebuçados do Dr. Bayard e, de quando em vez, um tostão. E aí sim, nasce o meu primeiro mealheiro, sem contar, sem ter pedido, simplesmente porque me quiseram dar uma moeda.

E foi quando o meu pai me ensinou a guardar as moedas na latinha para guardar no banco e ter dinheiro quando crescesse. (convenhamos que ainda mal se sabia da fama dos bancos, na verdade)

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