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Estou só a dizer coisas ...

um espaço para a reflexão e partilha ...

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a palmada pedagógica

Tri, 19.09.18

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“Só é possível ensinar uma criança a amar, amando-a” Johann Goethe

 

É muito comum quando uma criança reage de forma inesperada a um determinado acontecimento e os adultos utilizarem frases como: “Isso é falta de umas palmadas”, “Ah se fosse no meu tempo”, “Isso é birra, se fosse comigo…”

 

E foi exatamente isso a que assisti esta semana no supermercado; uma mãe a tentar acalmar a criança e a passar a mensagem de forma serena (ou dentro do possível) tentado fazer ver que não podia comprar aquele artigo, que não podia ir com elas para casa, e os comentários dos ‘transeuntes’ eram todos depreciativos.

 

Eu não tenho filhos, pelo que a minha visão e perspetiva são totalmente externas, o conhecimento ‘de causa’ que detenho advém dos pequenotes da família; mas, ainda assim, não me parece que a violência seja solução para nada!

 

Basta ver como vai a nossa sociedade, basta ver um qualquer telejornal para perceber a violência gratuita que o ocupa, sem consciências, sem arrependimentos…hoje em dia é tão banal como beber um copo de água.

 

Para mim a violência contra a criança é inaceitável em qualquer idade ou circunstância.

Em pequenos só se sabem expressar através do choro; quando começam a falar reclamam que estão a fazer birra, no entanto agem assim porque fisicamente não estão ainda preparados para lidar com frustrações e quando são adolescentes são rebeldes e mal criados.

 

Acho que o cerne da questão aqui é que falta diálogo, falta informação, falta autocontrole.

 

É muito fácil bater numa criança, somos maiores, mais fortes e elas vão apanhar, chorar e obedecer.

Porque aprenderam a lição ou por medo?

É este tipo de adultos que queremos formar?

 

Não é fácil realmente lidar com episódios de gritos e choros, explosões de adolescentes, ‘mau-feitio’ e ataques de fúria, mas precisamos de refletir mais sobre quem é que é o adulto na situação e quem é a pessoa mais vulnerável?

 

E perguntam vocês, “vê la se os teus pais não te deram uma palmadinha em miúda e tu cresceste bem e saudável e nada traumatizada!?!”

É verdade, levei umas duas palmadas…e lembro-me!

 

Se calhar não foi a melhor solução, mas tudo o resto foi pautado por explicações e castigos, por privação do que eu queria em troca de algo responsável que teria que fazer, e não sob violência. E aí reside a diferença!

 

Na minha humilde opinião, bater na criança ensina a criança a ser agressiva, a valorizar a lei do mais forte, a fazer prevalecer a sua palavra pelo lado físico.

E, sinceramente, nós precisamos neste mundo é de quebrar o ciclo da violência e não instruir mais seres humanos a resolverem os seus conflitos mediante o uso da força física.

 

Em nossa casa, o meu pai não batia, o meu pai é uma pessoa muito calma, ponderada, que fala sempre baixo (nem que se esteja a passar com um cliente), já a minha mãe é muito mais intempestiva e desatava a ralhar connosco sobre qualquer asneira mas, em nossa casa, quando eu a minha irmã fazíamos uma qualquer asneira, o meu pai sentava-se à mesa connosco para falarmos sobre o que houve de mal, sobre o que podemos mudar na próxima vez…não ralhava, não falava alto, não batia, sentava-se a falar connosco olhando nos olhos e com aquele timbre que me doía mais que uma palmada.

 

Assim, estou convicta de que as crianças aprendem muito mais pelo exemplo, pelo que veem e vivenciam e, deverá ser possível educar de forma positiva sem castigos, sem ameaças ou chantagens, sem palmadas.

 

Não existe educação através da violência seja ela física ou psicológica.

Educação exige paciência, dedicação, tempo, insistência e muito amor.

 

E vocês, qual a vossa opinião sobre a palmada pedagógica?

 

 

 

 

a minha pessoa

Tri, 29.08.18

Todos temos ‘as nossas pessoas’, aquele núcleo duro e restrito onde englobamos a família de sangue e a família que escolhemos, aquele núcleo que nos completa e apoia, que sabemos estarem sempre ‘Lá’.

Para além do nosso grupo deveriamos ter A pessoa que nos entende a 100%, que nos ouve, que nos dá o ombro sem pedirmos.
Todos deveriamos ter aquela pessoa que encaixa perfeitamente em nós.

 

Não digo a nossa “cara-metade” (ou melhor, não obrigatoriamente) mas sim a pessoa que nos completa em tudo, que pode ser um amigo, um familiar chegado, a nossa mãe até. Não quer dizer que não amemos a pessoa com quem partilhamos a vida mas poderá ter um ou outro hobbie ou gosto particular que não nos atrai; mas deveria haver sempre aquela pessoa que gosta de tudo o que nós gostamos e alinha seeeeempre em tudo.

 

Eu tenho essa sorte, eu tenho uma grande amiga de à quase duas décadas (dito assim, sinto-me mais velha…bolas) que é ‘A Minha Pessoa’.

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Ela está sempre comigo em tudo, alinha em todas as viagens malucas que me proponho fazer e quero companhia (e vice-versa), alinha em todos os restaurante que às vezes quero testar, em todos os desportos radicais que quero experimentar (e ela também!), ‘corre’ comigo todas as montanhas-russas desta Europa, enfim em todas as maluquices da minha vida ela também está presente.

 

 Ela é aquela pessoa que percebe logo que estou triste ou com menos energia, e deduz isso com apenas um olhar; que está sempre presente nos momentos alegres, de palhaçada e de tristeza; que já antevê a ‘piadola’ que vou dizer antes mesmo de eu abrir a boca; que incentiva a seguir em frente, a lutar pelas coisas, a não desistir; que  dá um boost de energia quando mais preciso; que vai sempre ter comigo a qualquer lado, a qualquer hora se eu assim precisar;


Assim deveriam ser sempre os amigos, mas há alguns mais especiais e profundos que outros, mas ser amigo é mesmo ser aquela pessoa chata que às vezes diz as verdades que não queres ouvir. Ser amigo é reencontrar a pessoa depois de algum tempo sem contacto e, ainda assim, a conversa fluir normalmente e sem distanciamenro e se estiveres em baixo ele levanta-te.

Ser amigo é estar sempre ali para o que der e vier, sem interesses, sem cobrar, sem culpa.

há lá coisas...

Tri, 19.08.18

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 (foto tirada na Estrada Nacional 2)

E não é que o nosso cérebro é mesmo tramado?

 

Eu faço o mesmo caminho todos os dias para ir para a empresa (de tal forma que já o faço em ‘piloto automático’, como se costuma dizer), no entanto, há uns meses atrás decidiram fazer um desbaste a todo o “matagal” que rodeava aquelas estradas…resultado?!

 

A primeira vez que lá passei após isso, fiquei automaticamente em estado de aflição a pensar “Oh não, já me perdi!”, “ Mas como é que vim aqui parar?!”.

 

(pausa para explicar que eu sou a pessoa com menos sentido de orientação neste mundo! Uso GPS claro está, mas tal não previne que me perca. Até porque a minha ‘Catarina’ diz-me “vire à direita daqui a 300 metros” EU SEI LÁ QUANTO É QUE É 300m!! Escusado será dizer que passo sempre a cortada correta…”ooh era mesmo aqui” )

 

E é incrível como o nosso cérebro memoriza as coisas e cria habituação, ele reconhece enquanto passamos pelos locais sem nós pensarmos efetivamente nisso.

 

De facto, cortarem umas árvores e não sei quantas ervas, faz toda a diferença.

Parece todo um novo local, vemos coisas que não sabíamos que estavam lá, vemos a estrada do lado que não víamos antes … e continuo a estranhar aquelas estradas todos os dias que lá passo. Faz-me confusão, sinto mesmo diferença…parece que tenho que ganhar “habituação” novamente.

 

Será só a mim que estas alterações metem confusão ao cérebro?

a era das imagens

Tri, 20.06.18

 

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Como já aqui disse, sempre gostei de escrever (e gosto!), dá-me um prazer incrível e nunca tinha sido meu propósito ter um blog, até que surgiu a ideia e criei este…mas foi ‘só porque sim’, não contava ‘ter seguidores’ ou ‘leitores assíduos’.

Era um escrever só por escrever e neste cantinho ia ‘depositando’ um pouco de mim.

 
Mais de um ano passado e constato que me dá um gozo fenomenal tê-lo, poder deixar um pouco de mim por aqui (apenas um pouco vá), abrir, por vezes, a alma, discutir assuntos interessantes, escrever um rol de disparates, reflexões e afins.

 

A vontade surgiu-me também porque sempre fui seguidora assídua de blogs, vários blogs, (alguns com décadas) e bastante interessantes que me deixavam mesmo empolgada por poder lê-los.

 

No entanto, atualmente vivemos na era da imagem, sinto que as pessoas já não estão para ler textos grandes, querem as imagens não as palavras. Querem absorver muita coisa e de forma rápida, têm pouca paciência e vontade de esperar pelas coisas, querem tudo no imediato, é a era dos youtubers. (não desfazendo no seu trabalho)

 

Por opção não tenho redes sociais (e não creio que tragam qualquer mais-valia para a minha vida em concreto) e discuto bastante este tema com amigos, porque a qualquer lado que se vá tem que ser registado e partilhado.

Quase ninguém está simplesmente num sítio, disfruta plenamente daquela refeição, companhia ou paisagem parece que tudo se torna completo apenas com a partilha com terceiros numa forma de afirmação.

 

Eu pessoalmente, nunca gostei de partilhar mais do que o que controlava. Mesmo, por aqui, partilho os pensamentos que me assolam a mente, partilho o que me vai na alma mas pouco sobre os meus problemas (também problemas todos temos que chegue na vida), mas a verdade é que me exponho, dou um pouco de mim, sem dúvida.

 

Esta exposição excessiva causa-me alguma ‘urticaria’, ou sou eu que não me estou a conseguir adaptar a estes tempos e acompanhar ou, de facto, está a ser um exagero. (aposto mais na segunda opção…eheh)

 

Deixo-vos o post da Carolina, que é exemplificativo disso mesmo, deste exagero que inclusive ‘já criou’ novas profissões.

observar e imaginar

Tri, 18.06.18

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Eu sempre sonhei acordada!

 

Fazia histórias na minha cabeça, não só totalmente imaginárias, como sobre a minha vida: se fosse ter um qualquer momento/evento importante delineava na minha cabeça todos os cenários e falas possíveis de acontecer nesse momento.

 

Sempre tive uma boa imaginação (se calhar tinha muito tempo livre…huuuum…just saying).

 

E, aliado a tudo isso, sempre fui (e sou!) muito observadora e quando falo em observação, não é só com os olhos. É usar os cinco sentidos para observar o que nos rodeia. Ouvir as ondas a rebentar, cheirar o perfume das flores, saborear um chocolate, sentir a relva nos pés, ouvir os autocarros a passar e olhar as pessoas à minha volta.

 

Sempre gostei de observar as pessoas. As pessoas são tão naturais quando não sabem (ou não presentem) que estão a ser observadas. Gosto de estar na praia a ver as pessoas que passam à beira-mar nas suas caminhadas, ou que cuidadosamente espalham o creme nas crianças. Gosto de observar as pessoas apressadas a correr para o metro. Gosto de as observar nos transportes com todos os seus hábitos, a dormitar, a ler um jornal, a utilizar o telemóvel e ir trocando mensagens e sorrindo para o mesmo.

 

As pessoas são genuínas quando não sabem que estão a ser observadas. Gosto de me sentar no centro comercial (das poucas vezes que lá vou) e olhar as pessoas a entrar e a sair das lojas carregadas de sacos de compras. E gosto de imaginar. Imagino quem serão essas pessoas. Que vidas terão, porque andam tão apressada. Já aconteceu conhecer pessoas de vista, imaginar como seriam as suas vidas e depois conhecê-las melhor.

 

Eu gosto de observar, e dar largas à imaginação, de forma que algumas pessoas não me despertam a atenção. Ou são muito apressadas ou têm cara de poucos amigos, e à luz da minha imaginação parecem-me desinteressantes.

 

Mas também a quem importa a história que se forma na cabeça das pessoas que observam ;)

 

E vocês, observam pessoas ou pelo contrário, sentem-se muitas vezes observados?

podemos recomeçar?

Tri, 14.06.18

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Todos temos momentos na vida em que cometemos erros e por muito que tentemos ter pensamento positivo e atrair coisas positivas…há momentos em que simplesmente parece que o universo se esqueceu de nós…

 

O erro faz parte da vida (é mesmo bom que aconteça) faz com que possamos aprender, ver novas perspetivas sobre a vida, perceber o que funciona ou não, faz-nos crescer!

Mas depois temos momentos em que o tal erro acarreta consequências elevadas e, depois, temos que ser fortes o suficiente para as aceitar.

 

Será que não podemos simplesmente recomeçar? Passar uma borracha e recomeçar, tudo direito desta vez, sabendo já o que não fazer…(era tão bom que assim fosse)

 

Há alturas em que parece que se torna difícil sermos positivos…

 

Certo é que todos temos consciência que as nossas vidas derivam do somatório entre as nossas atitudes, escolhas e decisões. Daí que nem sempre o que planeamos é cumprido ou funciona.

Mas todos sabemos também que derrotas e conquistas fazem parte do nosso crescimento enquanto individuo, temos que atravessar adversidades, umas com maior dificuldade que outras.

 

 E aí surge o sucesso do nosso desenvolvimento pessoal; surge porque aprendemos com os nossos erros, porque transformamos os fracassos em oportunidades para fazer melhor, é assim o nosso recomeço, mais seguro e tranquilo sabendo de antemão o que não devemos fazer ou dizer.

 

Afinal de contas sempre há recomeços….não voltamos à estaca zero mas temos uma grande vantagem connosco: a aprendizagem obtida. Muitas vezes não temos oportunidade de reparar esses erros mas, certamente, que aprendemos com os mesmos e estes virão sempre à mente em situações futuras, numa nova oportunidade.  

 

Acabo constatando que, de facto, errar faz parte, não conseguimos fugir de tal por muito que ponderemos as decisões ao longo da nossa vida, a diferença (ou o problema) é a forma como encaramos esse erro.

sermos pais dos nossos pais

Tri, 27.03.18

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As linhas delineadas nos rostos dos nossos pais, não são meras rugas, são marcas das lutas diárias, da vida a acontecer, das noites mal dormidas e sonos perdidos por nós.

 

 Os nossos pais não serão jovens para sempre, um dia, vão envelhecer. 

E creio que deverá ser uma honra se tivermos a oportunidade de presenciar esta fase da vida deles, pois teremos a oportunidade de retribuir todo o cuidado e dedicação que tiveram connosco, enquanto nos formaram pessoas.

Certamente, fizeram o melhor que souberam e que puderam de acordo com o que a vida lhes proporcionou.

 

Categoricamente, não creio que seja uma fase fácil também, teremos que estar melhor preparados para quando esta fase chegar. A velhice vai torná-los carentes, necessitados de atenção e de ouvidos pacientes que oiçam as suas mágoas e lembranças.

 

Mas essas lembranças, onde constaremos pela certa, farão com que se sintam vivos e por isso é tão importante que não as percam.

 

Ainda assim, terão retrocessos físicos (ainda que não muito graves, mas os inerentes ao avançar da idade), o corpo franzino precisará do nosso apoio para se mover, tal como fizeram connosco quando nos ensinaram um dia a andar.

A cabeça começará a ficar confusa e a contar as mesmas histórias, vezes e vezes sem conta, com o entusiamo de como se fosse a primeira vez.  

As inseguranças de infância (das quais já nem nos lembramos) têm tendência a repetir-se na velhice…sempre ouvimos dizer “que na velhice voltamos a ser crianças” e não foge muito à realidade; daí a necessidade premente de cuidados e atenção; da troca de papéis.

 

Não obstante, acredito plenamente que não estamos preparados para sermos pais dos nossos pais; é um processo de adaptação e aprendizagem.

 

Quer dizer, velho é um conceito relativo (sempre o é); para mim os meus pais não são velhos, estão simplesmente a envelhecer, no entanto, aos olhos do meu sobrinho eles são velhos, aos olhos dos amigos deles são perfeitamente normais, aos olhos dos meus avós seriam ainda uns jovens. É sempre relativo …

 

A maior dificuldade reside em conciliarmos o nosso espirito de filhos adultos com o progressivo envelhecimento deles; largarmos os ideais de criança de que os nossos pais são heróis, que são invencíveis e que estarão cá para sempre.

E assim, nada é mais justo do que estarmos ao lado deles quando precisarem, tanto ao longo da sua vida adulta como na velhice.

Ainda que, por vezes, a paciência nos possa trair e o aborrecimento surja, não é contra eles…é contra o tempo, o mesmo tempo que nos ensina, educa, cura e faz crescer e que os está a levar de nós.

Devemos tratá-los com carinho, respeito, oferecer-lhes colo (tal como fizeram connosco), em forma de companhia, de cuidado, de atenção, de sorrisos, de uma mão estendia e braços abertos.

 

É dar-lhes mais paciência e menos exasperação. Menos desassossego e mais apoio. Mais companheirismo e menos acusações. Mais afeto e menos cobranças.

Eles estão apenas a envelhecer; tal como todos nós, a cada dia que passa.

tempo, ai o tempo

Tri, 26.03.18

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É o trabalho, os estudos, os meninos para ir levar e buscar à escola, é o levar ao ballet e ao Karaté, é o ginásio, é um vai p’ra lá e vem p’ra cá’, inúmeras tarefas, correria diária …

pára, pausa, respira rápido …

mais trabalho, mais estudos, mais afazeres, mais correria.

 

E assim é o dia-a-dia de muitos de nós (até mais preenchidos vá). O século XXI trouxe-nos uma melhoria da qualidade de vida, mas de facto esta evolução dos tempos trouxe tantas coisas boas como outras tantas menos boas. 

 

O ritmo de vida contemporâneo é absurdamente rápido.

 

É tudo pautado em minutos, segundos. A geração de hoje (que somos todos nós que vivenciamos estas alterações) tem que lidar com várias tarefas ao mesmo tempo, de forma rápida e, ainda assim, falta tempo.

 

Falta-nos sempre tempo …

 

E é o que me tem acontecido … faltar tempo, até para escrever … cada vez sinto mais que o tempo é efetivamente o luxo dos nossos dias, como já aqui disse, é um bem precioso que temos que saber gerir para o maximizar.

Cobramos um tempo que (se calhar) não sabemos gerir da melhor forma e aproveitar ao máximo, pois quando “temos” tempo, não usufruímos como deveríamos e permanecemos no ciclo vicioso da falta de tempo.

 

Procrastinamos o máximo que podemos “Eu depois eu faço isso…”, “Quando tiver tempo resolvo isso… ” e assim vamos dando “desculpas” sucessivas para aquilo que não queremos fazer ou que não conseguimos gerir da melhor forma.

 

Esta é (tem mesmo que ser!) a minha missão este ano: arranjar tempo (ou gerir e aproveitar o meu tempo melhor, vá).

Ter tempo para simplesmente estar; para pôr a leitura em dia; para escrever; para abraçar e estar com quem nos é querido; para simplesmente não fazer nada (se for isso que apetece) ou ir de facto ao ginásio (se for isso que apetece).

 

Claro que temos responsabilidades e rotinas que temos que seguir, mas se forem bem geridas conseguimos fazê-las da melhor forma, ficamos mais satisfeitos e motivados e acaba por “sobrar” tempo para o que quisermos.

 

Porque no final, é mesmo isso que importa: em que é que investimos o nosso tempo, o que é que cultivámos enquanto por aqui passamos.

 

E dito isto vou tentar voltar ao ativo por aqui no blog =)

viver sem pressas

Tri, 15.12.17

Não tenho escrito ao ritmo que gostaria nem atualizado convenientemente este blog…tem-me custado manter o foco.

Mas em compensação tenho vivido experiências novas nos cursos que ando a tirar, tenho tentado pensar mais em mim e cuidar de mim e já dei alguns passos bastante importantes nesse sentido, nomeadamente no campo da saúde.

 

Sabem quando uma pessoa começa a viver de acordo com aquilo em que acredita, que lhe parece fazer sentido, que lhe dá equilibro, e, de repente, parece atrair pessoas que pensam e vivem da mesma forma; livros que só podiam ser mesmo lidos nessa altura, blogs inspiradores que nos aparecem na ‘hora certa’. É o que me anda a acontecer!

 

Acho que as coisas me começam a fazer sentido; me dão alento para uma mudança de vida, mudança de hábitos, mentalidade, para uma vida melhor e mais estável.

Vou continuar a tentar ir mudando, focando-me em abrandar, pensar mais em mim, tentar encontrar o meu equilíbrio para, dessa forma, poder dar-me mais e melhor aos outros.


Vou partilhar convosco algumas dicas que, apesar de não serem novidade, despertam em mim esta vontade de mudar e se as tornar ‘regras’ para a minha vida.

 

❤ Viver sem pressa: acabamos por chegar sempre a todo o lado.

 

❤Desconectar: não levar o telemóvel para o quarto, ou se necessário, não o levar para junto da cama. Dar ao cérebro o descanso devido.

 

❤ Aceitar-se tal como se é

 

❤ Amar o que fazemos e sentir prazer nisso.

 

❤Cuidar dos nossos: Amar quem nos rodeia e demonstrarmos isso mesmo, cuidar das nossas relações, não as tomar sempre como certas.

 

❤ Preparar o nosso corpo para o descanso: comer algo leve ao jantar e dormir as horas necessárias que o corpo exige (a roupa vai continuar por passar e arrumar, mas quando pegarmos nesses afazeres vamos ter muito mais energia)

 

❤ Saber parar: quando necessário parar. Parar a correria do dia-a-dia e respirar fundo, despois continuar. Parar alguma tarefa mais stressante, analisar os prós e contras e depois continuar…é que flui muito melhor.  

❤ Agradecer pelas coisas mais simples, todos os dias. Gratidão pelo que temos perante as atrocidades a que assistimos no mundo.  

 

❤ Contribuir para o nosso planeta. Das mais simples formas, como ajudar a reciclar, até envolvimentos mais complexos com associações ambientais. É urgente tratamos do nosso planeta que, de facto, não é ‘nosso’ é apenas emprestado e, como tal, todos temos responsabilidade sobre ele e de o deixar melhor para as gerações futuras.

 

❤ Simplificar: as nossas rotinas, os nossos hábitos, diminuindo drasticamente a quantidade de coisas que usamos diariamente. Nomeadamente em questões de produtos de beleza, guarda-roupa e afins. Reunimos tanta ‘tralha’ que até a escolha se torna difícil

 

❤ Descomplicar: esta é a mais difícil, mas passa simplesmente por desligarmos o descomplicómetro, olhando para uma situação sob o prisma mais simples

 

❤ Rir: rirmos de nós próprios e rir da vida. Rir muito e sempre, pois só assim é que vale a pena viver a vida