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Estou só a dizer coisas ...

um espaço para a reflexão e partilha ...

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E já chegou 2023 com toda a sua força

Tri, 12.01.23

Este ano, ao contrário dos últimos, não pedi os 12 desejos ao soar das badaladas da meia noite. Simplesmente, agradeci pelo ano que tive, que foi muito difícil, exigente, frustrante por vezes, repleto de preocupação e aperto no coração.

Não foi nada do que eu tinha programado e desejado em 2021, mas certamente foi o que eu precisava de viver porque sinto que cresci.

E o que seria da vida sem dificuldades e desafios? Um mundo cor-de-rosa cheio de unicórnios?

No meio das coisas menos boas, consegui comprar uma casa, casar a minha melhor amiga no melhor casamento a que já fui,  que os meus pais acabassem o ano com a saúde estabilizada e adotar um cachorro de 2 meses que me enche o coração.

Claro que parei no início deste ano, como não podia deixar de ser, para refletir, para perceber tudo o que foi acontecendo e como é que eu fui lidando com as coisas; perceber o que mudou e o que ainda deveria mudar e de que forma eu posso contribuir para isso. Mas acima de tudo, para percecionar que no meio do infortúnio há muitas coisas pelas quais sermos gratos e que, nem sempre, aquele problema e desilusão são o fim do mundo, há sempre quem esteja pior que nós.

 

Por isso para este ano tenho apenas alguns planos que gostava de ir conseguindo cumprir, mas sem grande pressão na minha pessoa e sem objetivos definidos com métricas estabelecidas, e que vou deixar aqui registados para me “obrigar” a ir revendo e concretizando.

- Escrever mais, não só aqui no blog (que parece abandonado, não é verdade?!) mas de uma forma geral em todos os meus blocos. Eu sou a mulher das listas, qualquer coisa que vá fazer é precedida por uma lista de tarefas, portanto quero obrigar-me a escrever mais para além das listas. Se possível, fazer um registo mensal dos acontecimentos desse mês. Para que, quando quiser agradecer no final do ano por tudo de bom que tenho, não me esqueça de nada que tenha acontecido.

- Tirar um curso de fotografia para amadores. Não tenho nenhuma pretensão de me tornar fotógrafa, e as fotos que tiro são com telemóveis, não tenho material, mas gostava de aperfeiçoar de alguma forma as memórias que ficam. A minha memória é de peixinho, por isso preciso muito de registos fotográficos de tudo o que acontece para me poder ir recordando das coisas. Se as fotos estiverem focadas, era ainda melhor.

- Experimentar uma coisa nova todos os meses, pelo menos uma. Há tanta coisa para descobrir neste mundo, para experimentar que sinto que estou a desperdiçar tempo se não o fizer. E isto é válido para tudo, experimentar um desporto (padel, quem sabe?!), um restaurante novo, um museu, andar de skate…não sei, tudo é válido, não tenho nenhuma check list definida para ir riscando, mas quero sentir que estou a aproveitar o meu tempo na terra e não tem que implicar gastos astronómicos (aliás não pode mesmo implicar que com esta inflação já pouco há…)

 - Procrastinar menos. Este é um ponto fulcral mesmo, uma vez que tenho sentido que é transversal a tudo na minha vida, ao trabalho, às tarefas domésticas, à escrita, a tudo na verdade. Este foi o ano da procrastinação. Uma pessoa não está no mood certo, então já serve de desculpa para não fazer o que quer que estivesse definido.

- Aliado ao último ponto, quero muito ver menos Youtube. Eu sou uma pessoa que não tenho redes sociais, nunca tive, e só penso ‘ainda bem’! Se aqueles vídeos e pequenos vídeos do Youtube me prendem e dou por mim a fazer um scroll desenfreado, nem quero imaginar se tivesse redes sociais como seria a minha vida. Muito mais oca certamente, com muitos mais pendentes e procrastinar até mais não.

É que dou por mim a pegar no telemóvel para uma pausa de 5 min e de repente passou uma hora, uma hora em que nada aconteceu, eu não aprendi nada, não acrescentei nada à minha vida, não fiz nada do que queira…nada. Simplesmente, desperdicei uma hora da minha vida. E é tão tão fácil o tempo passar enquanto estamos entretidos naquilo.

Estou a comprometer-me perante mim e vocês e à medida que for conseguindo, vou informando. Este ano vai ser de mudança, sinto.

 

 E vocês, como foi a vossa passagem de ano? Agarrados aos acontecimentos do ano anterior ou com esperança nos sonhos e projetos do novo ano?

Quero aproveitar e desejar um excelente 2023 a todos os que por aqui passam, com saúde principalmente, alegria e muito amor. Com esta receita conseguimos conquistar tudo o resto.

 

PS: Obrigada a todos os que me deixaram mensagens e e-mail’s de preocupação nestes meses de ausência. Estou bem, as coisas deste lado estão a compor-se. Com tempo, vamos falando sobre isso. Muito grata pelo vosso carinho.

e lá se vai 2021

Tri, 30.12.21

Ainda estou de fugida, mas não queria deixar de passar por aqui para vos desejar um BOM ANO. Precisamente isso, UM BOM ANO, com tudo aquilo que cada um mais precisar.

Sinto que ao longo deste ano pouco escrevi, tanto aqui no blog como nos meus cadernos de desabafos, apesar de ter feito alguns posts por este cantinho que me obrigaram a alguma reflexão. E esses mesmos posts geraram alguma interação com todos os que por aqui passam, e fiquei muito feliz por isso. (é, parece que vocês são uns fofinhos)

Estou de fugida, mas prometo voltar quando as coisas acalmarem.

 

Este ano foi estranho, parece que passou rápido demais e, ao mesmo tempo, parece que não aconteceu nada. Mas aconteceu e teve as suas coisas boas, aliás, tem sempre se as soubermos ver. Mas também mudou. E muito. Há menos tolerância e paciência, mais propensão ao reclamar ‘só porque sim’, menos cuidado com o outro.

Mas não vamos focar nas coisas negativas da nossa sociedade, o ano vai terminar e nós queremos é ânimo para que 2022 venha cheio de energia; perceber como passou este nosso ano e pensar no que nos propomos fazer no próximo. (a inscrição no ginásio não vale vá, toda gente sabe que já está na lista desde 2010)

Eu falhei quase todas as resoluções a que me propus (mas honestamente, acho que fiz o melhor que pude); habituei-me a estar sem pessoas e, ao mesmo tempo, apercebi-me que sinto falta de pessoas; consegui atingir o meu objetivo de livros a ler; perdi a vontade de fazer fosse o que fosse, durante uns meses, mas depois recuperei e obriguei-me a mexer; percebi que a família é mesmo o pilar de tudo (como se já não soubesse) e enfardei (sim, não há outro termo) imensos bolos e doces.

 

Pareceu uma montanha-russa mas há tantos pontos positivos a retirar deste ano e é desses que me quero lembrar:

- Fiz da minha casa, o meu lar

- Eu e toda a minha família temos escapado a este ‘bicho’ que não nos larga

- Na minha ONGD, conseguimos adaptar o nosso voluntariado e não deixar as pessoas

- Acompanhar uma situação de sem-abrigo até deixar de o ser

- Consegui ir em missão para Cabo Verde, depois de adiarmos tantas vezes

- Ainda consegui ir de férias para fora do país

- Consegui ir ao teatro e a um concerto

- Consegui levar os meus pais um fim-de-semana de férias para descansar

- Pude rever familiares e amigos emigrantes

Consegui guardar momentos felizes na loucura dos dias: um abraço apertado, um pastel de nata oferecido, o almoço partilhado com os meus pais, a preocupação genuína da senhora da florista, o sorriso na cara do meu namorado, uma piada do meu pai, uma prenda recebida fora de época festiva. Porque, na verdade, a essência está mesmo nestas pequenas coisas.

Que 2022 vos traga, acima de tudo, saúde (física e mental) e muito amor que possam partilhar com todos.

Obrigada por continuarem desse lado, prometo tentar ser mais assídua por aqui em 2022.

E lá se vai 2020 ...

Tri, 31.12.20

E eis que o ano mais atípico das nossas vidas chega ao fim. (e acredito que ninguém vai esquecer tudo o que aconteceu)  

Alguns negócios reinventaram-se, outros deixaram de existir. Algumas pessoas foram dispensadas das suas empresas, outras tiveram um aumento colossal de trabalho, e sentem-se cansadas.

Algumas famílias ficaram mais pequenas, mais pobres, mais tristes. 

Outras cresceram com o nascimento de novos membros. A vida nunca parou.  

Que ano este... 

 

Claro que devemos ver as coisas boas da vida, o lado positivo (porque todos os dias temos algo por que sermos gratos, nunca esquecer) mas também temos que ter a consciência que o contrário também é importante para darmos o devido valor ao que temos e a quem temos ao nosso lado.

Não podemos viver uma ‘ditadura do pensamento positivo’, porque para a vida acontecer nós vivemos ciclos, não estamos sempre bem, luz e a sombra existem ambas no nosso caminho.

Hoje, o meu coração está com todas as vidas humanas que se extinguiram por todo o Mundo este ano.

Mas também sei que não podemos ficar agarrados ao passado pois não conseguimos evoluir e construir o nosso futuro.

new year.jpg

Assim, deixo aqui um pequeno desafio para encerramos este capítulo, vamos refletir. (escrevam num caderno, no vosso blog, nos comentários, enfim onde sentirem que faz mais sentido)

 

- O que aprendeste sobre ti neste período de pandemia? 

- O que queres alcançar/fazer/construir em 2021? 

- O que vais fazer para concretizar isso? 

- Quem vais envolver nesta jornada para te acompanhar, incentivar, exigir resultados até? 

 

Eu vou acabar o meu ano assim mesmo, com as minhas reflexões e aprendizagens que espero guardar e levar para a vida.

Responsabilizar traz-nos poder.

Vamos a isso? 

Desejo-vos um ano 2021 melhor, mais feliz, mais focado, mais motivado, com mais energia para alcançar metas e, principalmente, com saúde pois o resto conquista-se.