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Estou só a dizer coisas ...

um espaço para a reflexão e partilha ...

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Rainbow Friday

Tri, 20.11.20

Aparentemente as Black Friday já não são apenas pretas e, muito menos, apenas só às sextas-feiras.

Como assim apresentam-nos ‘Black Friday’ a semana inteira? Ou ‘durante este mês, não perca’?

Já nos encontrávamos mergulhados num consumismo exacerbado mas, de facto, com este tipo de incentivos é mesmo para não dar tempo às pessoas de refletirem, questionarem, ponderarem….não! é para comprar, é por impulso e é já antes que esgote!

Não percebo! 

Nada contra quem quer aproveitar as promoções, até porque temos vindo a ser manipulados para isso mesmo, mas convém vermos se estamos a aproveitar uma qualquer promoção ou só a ser enganados. (eu quando tenho que comprar, também prefiro comprar barato)

A Black Friday surgiu nos EUA (como não podia deixar de ser, não é?), com o intuito de fomentar as vendas após o feriado de ‘Ação de Graças’, que é muito simbólico e impactante no país, com uma iniciativa de 24h de promoções. Ficou assim a data marcada por uma enorme procura de produtos em promoção, aumentando exponencialmente as vendas. Desta forma, o fenómeno foi rapidamente adotado por vários países do Mundo, incluindo o nosso.

Mas a ideia é um dia de promoções, que podem ser mais ou menos aliciantes, mas não um mês inteiro a incentivar o consumo e a danar os orçamentos familiares.

A Black Friday, que oficialmente decorre à sexta-feira, já não é só à sexta-feira. Agora, é quando uma marca quiser.

É que nem o nome mudam, chamam ‘Black Friday’ a uma semana inteira de promoções...

Não percebo!

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Natal sem cheiro a natal

Tri, 13.11.20

Gosto do Natal! Assumidamente é das minhas festas preferidas, gosto de enfeitar a casa toda, gosto de fazer biscoitinhos e ter o cheiro a canela no ar e tenho pena que dure tão pouco tempo no ano por isso gosto de começar as decorações cedo.

Sou apologista da máxima ‘Natal é quando um Homem quiser’ e por isso não creio que haja uma data certa ou “oficial” para se montar a árvore de Natal em casa.

Não obstante esta minha paixão, sinto que este ano é tudo mais cinzento, que o espirito natalício custa mais a aparecer…não sentem o mesmo? Mas eu não quero nada que assim seja!

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Gosto do Natal com cheiro a Natal e não por imposição, porque estamos ‘naquela altura do ano’, não quero nada que este ano seja assim e creio que, face a todos os acontecimentos, e tantas pessoas que estão menos esperançosas, devíamos fazer de tudo para reavivar a chama, para enraizar o espírito de natal nos nossos dias, a partir de hoje.

Por isso vou-me preparar para montar a árvore de Natal e investir um pouco do meu tempo a fazer as prendinhas de Natal. (sim, eu faço as prendas para as minhas pessoas)

Fazer as lembranças de Natal é muito mais pessoal, consigo personalizar conforme a pessoa e não contribuo para o consumismo exacerbado desta época. Gosto de pensar em coisas úteis e que façam sentido para cada pessoa.

Claro que, eventualmente, também posso ter que comprar algum presente mas só se for algo que eu sei que a pessoa realmente precisa e não por ‘ser bonitinho’, nunca apenas mais um ‘mono’ lá para casa.

Vou partilhar convosco as prendas deste ano, pode ser que também dê jeito a alguém (aos que ainda andam às voltas com os trabalhos manuais):

1 – Marcadores de Livros

O papel de artes decorativas é ótimo para isto pois é mais grosso e tem imensos pradrões muito originais

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2- Bolo no frasco

Definimos uma receita, colocamos todos os ingredientes secos no frasco por camadas e juntamos uma linda etiqueta com a receita completa

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3- Azeite aromatizado

Sem segredo! Comprar um garrafão azeite de qualidade, garrafas de vidros e juntem os temperos que quiserem. Alecrim, alho, louro, piri-piri, etc. Ah, no final juntem uma etiqueta bonita.

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Não são ideias inovadoras (inclusive já as fiz noutros anos) mas são práticas, úteis, feitas com amor e carinho e sempre diferentes, pois nos trabalhos manuais dificilmente conseguimos fazer dois iguais. E acima de tudo, vão ser as minhas prendinhas neste ano de contenção mas de imaginação e amor.

Espero que o espírito do Natal já tenha chegado até vocês.

“Faça o que ama e nunca mais trabalhe na vida”

Tri, 11.11.20

A célebre citação é de Confúcio, que foi um pensador e filósofo chinês. (ainda ponderei colocar a frase original mas achei que podiam não entender)

Mas será que é mesmo assim? Será mito ou verdade?

Num estudo que li há uns meses (já não consigo precisar onde foi, não me julguem), dizia que a cada 8 funcionários de uma empresa apenas 1 está feliz e satisfeito com o que faz (eu arriscaria a dizer: ‘ano de 2020 à parte, claro’).

Fiquei a matutar nestes números porque acho que são demasiado baixos, se passamos a maior parte da nossa vida no trabalho como podemos estar tão mal num local que nos consome o tempo? Isto é a pandemia da infelicidade no trabalho (perceberam a piada han?!)

Consigo conceber que em muitos casos as pessoas possam não estar efetivamente bem (e há ambientes onde se torna mesmo difícil, certo?) mas é um ponto crítico para o setor empresarial, pois as pessoas já não se motivam apenas por ‘um melhor salário’; também é importante sim mas está a perder para a satisfação pessoal de cada um. O ser humano tem evoluído e hoje em dia as pessoas dão valor a outro tipo de coisas, a conseguir ter algum tempo seu, a poderem investir no seu desenvolvimento pessoal, etc.

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Eu sou muito apologista de estarmos bem, fazermos o melhor por nós, o que queremos e que faz sentido para que possamos ser verdadeiros connosco (como acho que já sabem), mas também sejamos realistas, num mundo com sete biliões de pessoas é totalmente impossível que todos façam aquilo que amam e não sintam a dita ‘obrigação’ de trabalhar.