Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Estou só a dizer coisas ...

um espaço para a reflexão e partilha ...

um espaço para a reflexão e partilha ...

Estou só a dizer coisas ...

29
Set18

olá Outono (nem por isso...)

publicado por Tri

outono.jpg

Parece que o Outono já aí está (não em pleno ainda), espreita timidamente.

 

E é aquela altura do ano em que eu me sinto dividida, em que é um contrassenso para mim.

 

Não gosto nada da ideia de acabar o verão. Eu adoro o Verão, o calor, o sol a brilhar, mas, simultaneamente, adoro a transformação da Natureza no Outono, das cores com que se pintam as árvores.

Não gosto da descida das temperaturas e dos dias mais castanhos e curtos porque acordo de manhã e, como o tempo é incerto, nunca sei o que vestir.

 

Mas gosto de ter que começar a usar os meus lenços e boinas, gosto das cores da estação, gosto de usar amarelo para alegrar o castanho do Outono.

 

Adoro aquele cheiro a terra molhada, mas conseguia dispensar um pouco mais de forma a que o Verão se prolongasse.  

 

Os fins de tarde animados, o passar numa praia depois do trabalho e antes de ir para casa, o acordar com o sol a brilhar deixa-me logo tão mais animada…adoro o Verão.

 

E dito isto, espero que o Verão e Outono consigam ser companheiros durante algum tempo porque eu vou de férias (finalmenteeee) e gostava de ainda apanhar o Verão…nem que seja o Verão de S. Martinho. 

vacation.jpg

28
Set18

a simplicidade na minha vida

publicado por Tri

minimal.jpg

 

Pare. Respire. Viva feliz

 

Reciclar e reutilizar são práticas que sempre fizeram parte da minha vida; desde que me lembro de ser gente que em minha casa se guardavam todos os materiais que mais tarde poderiam vir a dar jeito (e davam!), seriam usados para fazer prendas de Natal originais, por exemplo, e assim se dava nova vida aos frascos de vidro, uma nova reinterpretação das calças de ganga rotas, entre outros projetos.

 

Como tal, viver uma viva simples, reaproveitar e reciclar tudo o que fosse possível, sempre foi prática comum na minha educação paralelamente com o ser amável para com o próximo, ajudar sempre e dar amor.

 

No entanto, guardar tudo também é acumular

 

Esta minha luta e inquirição por um estilo de vida melhor surgiu numa altura em que sentia demasiadas coisas há minha volta; demasiada desorganização e tudo me incomodava.

Precisava de simplificar e de abrandar.

 

Foi assim que encontrei o minimalismo, um estilo de vida que me fez questionar o papel de cada coisa, cada compromisso e cada pessoa na minha vida.

 

Permitiu-me não só eliminar inúmeras coisas na minha vida, mas também deu azo a novas curiosidades, pesquisas e descobertas e introduzi aos poucos novos hábitos alimentares, a meditação e, posteriormente, o yoga (ainda estou nesta fase…e a tentar tornar rotina)

 

Atualmente vivo uma vida mais simples e focada, se bem que tal não é uma meta, tem sido sim o meu caminho. Nada está ainda conquistado, ainda tenho muito a aprender e muitas ‘pequenas’ adaptações a fazer na minha vida.

 

E, sem sombra de dúvida, que este mundo da blogoesfera tem sido uma fonte inesgotável nesse sentido: pessoas imensamente inspiradoras, blogs cheios de dicas e utilidades, blogs cheios de pensamentos e reflexões que, mesmo sem comentar, gosto sempre de por lá passar e parar 5 minutos a pensar sobre aquelas palavras (letras, vá).

 

Estou constantemente à procura de novos desafios (adoro Auto propor desafios e dar o meu máximo para os cumprir) e procuro novas práticas que possa integrar no meu dia-dia, de forma a poder alcançar o meu propósito: viver uma vida simples e plena, tentando tornar o mundo um lugar melhor.

 

Partilho convosco um pouco do início destas minhas descobertas (à uns anos) para que também vos possa ser útil e ajude a viver plenos e felizes!

 

Os livros que li e guardo:

“Minimalism: Live a Meaningful Life”, Millburn, Joshua Fields

“Regras Simples”, Donal Sull

“Adeus coisas”, Fumio Sasaki

“Por uma vida Mais simples”, André Cauduro

 

Os documentários que acompanhei e revejo:

- What the Healht

- Cowspiracy

- Minimalism: A Documentary about the important things

- Expedition Happiness

- Decrescimento

- Humanos

- Sustainable

- Oceano Plástico

- Food choices

- True Cost

 

Os Blogs que descobri e sigo:

Abundant life with less

Just Smile

The busy woman and the stripy cat

Thrive or survive

Ana, go slowly

Nadine Rebecca

A mulher que ama livros

 

 
Espero que vos seja útil, caso partilhem da mesma curiosidade.
26
Set18

a vida muda e nós acompanhamos

publicado por Tri

Life Moments.jpg

 "Por vezes temos que abandonar a vida que tínhamos planeado, pois já não somos aquela pessoa que fez aqueles planos.”

 

A vida muda, assim como os objetivos que tínhamos traçado. E eu acredito que todas essas mudanças trazem aprendizagem e experiência.

 

Não obstante, para mim, que adoro planear e organizar tudo, no início fico um pouco à nora, mas com perseverança tudo se encaixa, simplesmente se adapta. Por vezes, o que estava a ser protelado passa a ser prioridade, o que era prioridade acaba por perder importância.

 

Começamos a capacitar-nos de que alguma coisa tem de ficar pelo caminho, temos de definir prioridades e escolher o essencial para os próximos tempos.

 

E de facto a vida muda tanto, nós crescemos, os nossos gostos e hábitos mudam, a nossa paciência para determinados acontecimentos deixa de existir e a nossa abertura para tantos outros passa a fazer parte de nós. Parece que nos tornamos, aos poucos, num novo ser.

 

Eu estou nessa fase em que preciso de parar e perceber. Perceber quais são, afinal, as minhas prioridades; que decisões devo tomar na minha vida profissional (mudo, não mudo…adapto, como o conseguirei fazer?!); perceber em que projetos a nível pessoal devo investir; perceber como cuidar melhor de mim (se eu não o fizer, quem o vai fazer, certo?!); tirar tempo para mim, simplesmente.

 

Ter também mais e melhor tempo para a escrita …não apenas a escrita neste blog, mas os meus bloquinhos que gosto de ir enchendo com pensamentos. Não escrevo particularmente bem, mas não deixa de me fazer bem…digamos que é uma espécie de terapia (como dizia o do anúncio:” deita cá p’ra fora!”)

 

Acho que este ano foi muito importante para tomar consciência de mim, para investir em mim, para aprender muito e muitas coisas distintas, para ir mudando o meu estilo de vida e acho que 2019 vai ser o meu ano!

24
Set18

reflexão #72

publicado por Tri

"Mas este homem também sabia que a vingança é pecado. Qualquer tipo de vingança é pecado...e  não há nenhuma vingança legítima. Só temos direito à justiça... Ninguém tem o direito de vingar-se."

 

Sándor Márai

in "A Mulher Certa"

19
Set18

a palmada pedagógica

publicado por Tri

spanking.jpg

“Só é possível ensinar uma criança a amar, amando-a” Johann Goethe

 

É muito comum quando uma criança reage de forma inesperada a um determinado acontecimento e os adultos utilizarem frases como: “Isso é falta de umas palmadas”, “Ah se fosse no meu tempo”, “Isso é birra, se fosse comigo…”

 

E foi exatamente isso a que assisti esta semana no supermercado; uma mãe a tentar acalmar a criança e a passar a mensagem de forma serena (ou dentro do possível) tentado fazer ver que não podia comprar aquele artigo, que não podia ir com elas para casa, e os comentários dos ‘transeuntes’ eram todos depreciativos.

 

Eu não tenho filhos, pelo que a minha visão e perspetiva são totalmente externas, o conhecimento ‘de causa’ que detenho advém dos pequenotes da família; mas, ainda assim, não me parece que a violência seja solução para nada!

 

Basta ver como vai a nossa sociedade, basta ver um qualquer telejornal para perceber a violência gratuita que o ocupa, sem consciências, sem arrependimentos…hoje em dia é tão banal como beber um copo de água.

 

Para mim a violência contra a criança é inaceitável em qualquer idade ou circunstância.

Em pequenos só se sabem expressar através do choro; quando começam a falar reclamam que estão a fazer birra, no entanto agem assim porque fisicamente não estão ainda preparados para lidar com frustrações e quando são adolescentes são rebeldes e mal criados.

 

Acho que o cerne da questão aqui é que falta diálogo, falta informação, falta autocontrole.

 

É muito fácil bater numa criança, somos maiores, mais fortes e elas vão apanhar, chorar e obedecer.

Porque aprenderam a lição ou por medo?

É este tipo de adultos que queremos formar?

 

Não é fácil realmente lidar com episódios de gritos e choros, explosões de adolescentes, ‘mau-feitio’ e ataques de fúria, mas precisamos de refletir mais sobre quem é que é o adulto na situação e quem é a pessoa mais vulnerável?

 

E perguntam vocês, “vê la se os teus pais não te deram uma palmadinha em miúda e tu cresceste bem e saudável e nada traumatizada!?!”

É verdade, levei umas duas palmadas…e lembro-me!

 

Se calhar não foi a melhor solução, mas tudo o resto foi pautado por explicações e castigos, por privação do que eu queria em troca de algo responsável que teria que fazer, e não sob violência. E aí reside a diferença!

 

Na minha humilde opinião, bater na criança ensina a criança a ser agressiva, a valorizar a lei do mais forte, a fazer prevalecer a sua palavra pelo lado físico.

E, sinceramente, nós precisamos neste mundo é de quebrar o ciclo da violência e não instruir mais seres humanos a resolverem os seus conflitos mediante o uso da força física.

 

Em nossa casa, o meu pai não batia, o meu pai é uma pessoa muito calma, ponderada, que fala sempre baixo (nem que se esteja a passar com um cliente), já a minha mãe é muito mais intempestiva e desatava a ralhar connosco sobre qualquer asneira mas, em nossa casa, quando eu a minha irmã fazíamos uma qualquer asneira, o meu pai sentava-se à mesa connosco para falarmos sobre o que houve de mal, sobre o que podemos mudar na próxima vez…não ralhava, não falava alto, não batia, sentava-se a falar connosco olhando nos olhos e com aquele timbre que me doía mais que uma palmada.

 

Assim, estou convicta de que as crianças aprendem muito mais pelo exemplo, pelo que veem e vivenciam e, deverá ser possível educar de forma positiva sem castigos, sem ameaças ou chantagens, sem palmadas.

 

Não existe educação através da violência seja ela física ou psicológica.

Educação exige paciência, dedicação, tempo, insistência e muito amor.

 

E vocês, qual a vossa opinião sobre a palmada pedagógica?