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Estou só a dizer coisas ...

um espaço para a reflexão e partilha ...

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Estou só a dizer coisas ...

29
Ago18

a minha pessoa

publicado por Tri

Todos temos ‘as nossas pessoas’, aquele núcleo duro e restrito onde englobamos a família de sangue e a família que escolhemos, aquele núcleo que nos completa e apoia, que sabemos estarem sempre ‘Lá’.

Para além do nosso grupo deveriamos ter A pessoa que nos entende a 100%, que nos ouve, que nos dá o ombro sem pedirmos.
Todos deveriamos ter aquela pessoa que encaixa perfeitamente em nós.

 

Não digo a nossa “cara-metade” (ou melhor, não obrigatoriamente) mas sim a pessoa que nos completa em tudo, que pode ser um amigo, um familiar chegado, a nossa mãe até. Não quer dizer que não amemos a pessoa com quem partilhamos a vida mas poderá ter um ou outro hobbie ou gosto particular que não nos atrai; mas deveria haver sempre aquela pessoa que gosta de tudo o que nós gostamos e alinha seeeeempre em tudo.

 

Eu tenho essa sorte, eu tenho uma grande amiga de à quase duas décadas (dito assim, sinto-me mais velha…bolas) que é ‘A Minha Pessoa’.

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Ela está sempre comigo em tudo, alinha em todas as viagens malucas que me proponho fazer e quero companhia (e vice-versa), alinha em todos os restaurante que às vezes quero testar, em todos os desportos radicais que quero experimentar (e ela também!), ‘corre’ comigo todas as montanhas-russas desta Europa, enfim em todas as maluquices da minha vida ela também está presente.

 

 Ela é aquela pessoa que percebe logo que estou triste ou com menos energia, e deduz isso com apenas um olhar; que está sempre presente nos momentos alegres, de palhaçada e de tristeza; que já antevê a ‘piadola’ que vou dizer antes mesmo de eu abrir a boca; que incentiva a seguir em frente, a lutar pelas coisas, a não desistir; que  dá um boost de energia quando mais preciso; que vai sempre ter comigo a qualquer lado, a qualquer hora se eu assim precisar;


Assim deveriam ser sempre os amigos, mas há alguns mais especiais e profundos que outros, mas ser amigo é mesmo ser aquela pessoa chata que às vezes diz as verdades que não queres ouvir. Ser amigo é reencontrar a pessoa depois de algum tempo sem contacto e, ainda assim, a conversa fluir normalmente e sem distanciamenro e se estiveres em baixo ele levanta-te.

Ser amigo é estar sempre ali para o que der e vier, sem interesses, sem cobrar, sem culpa.

27
Ago18

Portugal o mais crítico dos Portugueses

publicado por Tri

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Em que que povo nos fomos tornando?

Num povo sombrio, triste e sempre à espera da desgraça alheia.

Na ‘santa festa da terrinha’ estamos sempre presentes e prontos para um pézinho de dança, mas somos sempre os mais críticos do alto da nossa vasta sabedoria sobre todos os temas existentes à face da Terra.

 

Porque razão somos nós os mais críticos de Portugal e dos portugueses?

 

Não é só o clima, a gastronomia, os monumentos, a segurança e a natureza. Temos muitas situações das quais nos devemos orgulhar. Mesmo muitas! E mesmo muitos portugueses fantásticos, que elevam o nosso país.

Marcas, empresas, pessoas com sucesso mundial e conhecidas em todos os ‘cantos’ do Mundo. E nós, em vez de aplaudirmos, exortarmos, ampliarmos, celebrarmos, só criticamos , maldizemos, é o ‘bota-abaixo’.

 

Porque razão são os estrangeiros, quer vivam cá ou fora, os primeiros a enaltecer as nossas qualidades e sucessos?

 

E são eles de facto, sem entenderem a nossa mente por vezes, que nos elogiam e divulgam o que de bom se faz em Portugal e pelos portugueses.

Isto tanto é válido para os produtos como para os feitos dos nossos portugueses de destaque por esse Mundo, ainda agora conquistámos medalhas de ouro e ainda assim consigo ouvir falar ‘menos bem’.

 

É o ‘efeito Cristiano Ronaldo’ que é o Melhor do Mundo, que luta, trabalha imenso, esforça-se, partilha as suas conquistas e mesmo fortuna com uma família unida a quem nunca deixou faltar nada e mesmo assim apenas se sabe dizer ‘nasceu com jeito’, ‘teve sorte na vida’, ‘se eu ganhasse o que ele ganha’... Ele lutou para estar onde está, fazer o que faz e ganhar o que ganha.

 

Enfim ...

 

No meio de tudo isto, aguardo o dia em que se comece a valorizar o trabalho, o empenho e a dedicação, em que se deixe de lado os gostos pessoais, em que se arrume a inveja e em que se deixe de procurar o deslize dos outros para valorizarmos a nossa vida.

 

Resta-me deixar os parabéns e agradecimento aos nossos atletas que têm brilhado este ano, pois na nossa estreia nos Jogos do Mediterrâneo arrecadámos 24 medalhas; o português Nelson Évora sagrou-se pela primeira vez campeão europeu do triplo salto e a Inês Henriques nos 50 km marcha.

 

22
Ago18

o gosto pela leitura

publicado por Tri

O gosto pela leitura deve ser incutido desde criança (acho mesmo fulcral), no entanto, com maior ou menor intensidade conforme os exemplos práticos que essas mesmas crianças têm na sua envolvente.  

 

Creio que ler deveria ser considerada uma necessidade básica do ser humano, tal qual como comer e respirar, e, efetivamente, existe quem cultive este gosto pela leitura de forma tão intensa que se torna crucial para ter uma vida equilibrada e mente sã. (guilty)

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Para um leitor, digamos “viciado”, ter sempre um livro à mão é tão essencial como um atleta não faltar a sua ida ao ginásio.

Será esta carência algo intrínseco ao nosso desenvolvimento humano?

Será que este gosto pela leitura poderá de alguma forma ser genético?

 

Ler não é uma atividade grupal (a menos que seja em contexto escolar vá) mas garante ao grupo a existência do indivíduo. Um grupo não é só uma casualidade de gente da mesma escola, da mesma rua, do mesmo café, etc.

Não é apenas uma simultaneidade.


No equilíbrio das forças que sustentam um grupo, tem de haver lugar para a distância, para a pertença a si próprio.

Assim, a lei­tura é um elo que nos prende a alguma coisa de sólido que vai surgindo em nós, enquanto a desigualdade externa nos interpela. Porque ler é também viajar, revelar, identificar, abrir, sonhar, descobrir.

 

De forma genérica, tenho como convicção que toda gente gosta de ler, na verdade o que acontece é que algumas pessoas não tiveram um bom impacto na sua primeira tentativa de leitura e desistiram de imediato; no entanto, todos gostam de ler encontrando o livro certo para si, para os seus gostos e personalidade. (vá, nem que leiam os catálogos dos supermercados)

 

Ser leitor é gostar de estimular a mente, de esforçar os olhos e a cabeça para ficar a saber coisas que, magicamente, sem pincéis nem canetas, ganham cor e forma e, na nossa cabeça, ganham movimento; é ser-se curioso e gostar de encontrar respostas; é ser infantil e gostar da fantasia; é o gosto da intriga, do enredo, da novidade e da descoberta; é o gosto das frases bem-dizentes e das palavras bem-soantes; o gosto da fuga e de transpor o real, ainda que temporariamente.

 

É muito provável que não exista o gene da leitura, mas tem de haver a educação para a leitura, como imperativo de uma sociedade mais humana.

 

19
Ago18

há lá coisas...

publicado por Tri

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 (foto tirada na Estrada Nacional 2)

E não é que o nosso cérebro é mesmo tramado?

 

Eu faço o mesmo caminho todos os dias para ir para a empresa (de tal forma que já o faço em ‘piloto automático’, como se costuma dizer), no entanto, há uns meses atrás decidiram fazer um desbaste a todo o “matagal” que rodeava aquelas estradas…resultado?!

 

A primeira vez que lá passei após isso, fiquei automaticamente em estado de aflição a pensar “Oh não, já me perdi!”, “ Mas como é que vim aqui parar?!”.

 

(pausa para explicar que eu sou a pessoa com menos sentido de orientação neste mundo! Uso GPS claro está, mas tal não previne que me perca. Até porque a minha ‘Catarina’ diz-me “vire à direita daqui a 300 metros” EU SEI LÁ QUANTO É QUE É 300m!! Escusado será dizer que passo sempre a cortada correta…”ooh era mesmo aqui” )

 

E é incrível como o nosso cérebro memoriza as coisas e cria habituação, ele reconhece enquanto passamos pelos locais sem nós pensarmos efetivamente nisso.

 

De facto, cortarem umas árvores e não sei quantas ervas, faz toda a diferença.

Parece todo um novo local, vemos coisas que não sabíamos que estavam lá, vemos a estrada do lado que não víamos antes … e continuo a estranhar aquelas estradas todos os dias que lá passo. Faz-me confusão, sinto mesmo diferença…parece que tenho que ganhar “habituação” novamente.

 

Será só a mim que estas alterações metem confusão ao cérebro?

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