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Estou só a dizer coisas ...

um espaço para a reflexão e partilha ...

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Um desafio de gratidão atrasado

Tri, 21.09.20

Felizmente que os últimos anos da minha vida têm sido pautados por muitas descobertas, muita aprendizagem e também a consciencialização do longo caminho que tenho ainda que percorrer.

Noção de gratidão e da sua importância no nosso dia-a-dia é uma dessas coisas.

Comecei a fazer um ‘diário da gratidão’ e tenho conseguido ser super certinha até aos dias de hoje, e que bem que isso faz: obriga-nos a pensar na nossa vida, a refletir sobre o dia que acabámos de ter, a refletir sobre todos os pequenos momentos do nosso dia e perceber que no meio do stress e correria tivemos coisas boas que nem nos apercebemos.

Eventualmente, acabamos por mudar o nosso ‘chip’ e deixamos de nos aperceber das coisas boas apenas no final do dia quando vamos escrever para passar a apercebermo-nos delas ao longo de todo o dia. Sermos gratos pelo que temos desde o momento em que acordamos, em vez de focarmos nas adversidades e naquilo que ainda não conquistamos.

Hoje é o Dia Mundial da Gratidão e que coisa boa para se enaltecer.

“Gratidão é a força de agradecer para cultivar coisas boas”

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Ah e tal as férias

Tri, 21.09.20

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E parece que este curral foi de férias…mas não…continuo por aqui, de pedra e cal enquanto todos vão e vêm das suas férias….e eu assisto impávida e serena enquanto o trabalho aumenta.

Sim, estou mesmo a precisar de férias!

Desculpem-me a ausência mas, mesmo não parecendo, estou sempre deste lado e atenta ao que vocês escrevem.

Ajudam-me a elevar o ânimo nalguns dias bem mais compridos.

(mas ainda hei-de ir de férias, vá)

Ter ou não ter filhos, eis a questão?

Tri, 25.08.20

Estavam à espera da resposta? Não há, pois está claro. ;)

Se esperam encontrar aqui a resposta aos vossos dilemas existenciais, desenganem-se, apenas quero partilhar convosco as discussões de hora de almoço que tenho tido na empresa.

Agora que temos um papel mais ativo na nossa vida, que podemos escolher o que queremos ser, o que fazer do nosso corpo, da nossa vida, em que queremos trabalhar, se ambicionamos ou não casar, ter filhos e afins, muito se discute sobre a temática…parece que andava tudo entalado!

Durante muitas gerações ter filhos era simplesmente inevitável. Depois do casamento era algo automático e expectável. Hoje em dia, toda gente se questiona (e bem, convenhamos!)

Nestes nossos almoços há defensoras dos dois lados e com os mais diversos argumentos (alguns que não posso deixar de discordar) mas por muito que se discuta não há fórmulas mágicas, nem nenhuma das partes está mais correta que outra, simplesmente temos sonhos e ambições diferentes na vida (nos quais englobamos ter ou não filhos).

(uns fofos para derreter corações)

(uns fofos para derreter corações)

 

Minimalismo: mudar por dentro e por fora

Tri, 15.08.20

Como já disse, e é de conhecimento público, o Minimalismo é um conceito, que tem ganho cada vez mais adeptos na nossa sociedade, está efetivamente na moda. (ao menos é uma “moda” bem positiva)

Como todos os conceitos que são esmiuçados até à exaustão (posso falar muito posso, realmente...) pode parecer redutor o conceito, por vezes, ou o inverso e ser levado ao extremo por algumas pessoas, no entanto, o cerne da ideia é vivermos apenas com o que precisamos e nada mais e consumirmos de forma consciente e responsável. (pasmem-se: sim, podemos ser minimalistas e consumir!)   

Tendo presente a nossa consciência enquanto consumidores, creio que todos temos noção de que consumimos em excesso e que muito do que consumimos, na verdade não nos acrescenta, pelo contrário rouba-nos (tempo e dinheiro quanto mais não seja). Somos constantemente manipulados, não para perceber a necessidade daquela compra e se é efetivamente uma carência, mas sim para associar prazer à aquisição de algo, felicidade até.

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Um prazer que como todos sabemos é falso, é momentâneo e o problema aqui é a necessidade de mudarmos o nosso mindset, a nossa forma de pensar e de não nos deixarmos coagir por determinados testemunhos, publicidades e afins.  Porque a falsa sensação de satisfação e alegria quando adquirirmos algo vai, a dado momento, transformar-se em frustração e uma sensação de vazio.

Por isso devemos focar-nos no âmago da questão: o que é que me leva a querer comprar isto? Qual a sensação que espero obter quando tiver determinada comprar?

E, talvez seja, nesse momento que nos apercebemos que não é pela aquisição compulsiva de bens que determinada sensação desaparece (caso contrário não teríamos a constante vontade de ir às compras) e é aí que muda o mindset e devemos trabalhar no objetivo que queremos atingir, que queremos sentir e não refugiarmo-nos em compras.

Claro que se pode viver a vida nesse registo de comprar compulsivamente e encher a casa de coisas, (até porque o mundo não vai virar todo minimalista e, de repente, fecharem todas as fábricas para que não hajam mais bens de consumo) e há milhares de pessoas que o fazem sem questionarem as suas necessidades, os benefícios duradouros que essas compras podem trazer para a sua vida.

 

E tudo bem com isso! Só faz sentido lermos sobre qualquer assunto e aprofundar quando o mesmo se enquadra na nossa vida, quando faz sentido para nós e não apenas por modas porque, deixo já o aviso, não vai funcionar. (e seja isso ser minimalista, passar a ser desportista, ser um leitor diário, virar vegetariano, enfim, seja o que for…)

Assim, o minimalismo vem trazer à tona algo que parece quase invisível na azáfama da nossa vida atual: o Tempo.

O tempo é somente a Vida, que podemos viver intensamente ou simplesmente passar por ela. E é aqui que reside a diferença, possuindo menos coisas despendemos menos tempo a tratar das ditas, logo tempo mais tempo para fazer e estar.

E não é necessário uma grande reflexão para perceber isso. Por isso, creio que o minimalismo é um caminho, o caminho que queremos para a nossa vida e como se costuma dizer “o caminho faz-se caminhando” pelo que não se pode querer passar a ser minimalista, deitar tudo para o lixo e já está.

Não, mais importante que deitar coisas fora, é perceber o conceito e identificarmo-nos em possuir menos e viver mais, é mudarmos por dentro para podermos mudar por fora (destralhando, como se costuma dizer), é percebermos o estilo de vida que temos e o que gostaríamos de ter e promover a mudança.

E vocês que mudanças gostariam de implementar na vossa vida?

O poder do sorriso

Tri, 13.08.20

O nosso Sorriso, atrevo-me a dizer, é uma arma poderosa e uma das mais fortes expressões faciais que temos, é impactante e permite viver a vida de uma forma mais leve.

Quando sorrimos, todos os músculos descontraem (não percebo nada de anatomia, estou só a falar de questões visuais...não sejam assim vá…) e ficamos com uma feição muito mais leve. E isto acontece a todas as pessoas.

Por vezes, basta o sorriso de um estranho para nos alegrar o dia, o porteiro que nos recebeu, uma criança por quem passámos na rua ou mesmo os nossos colegas de trabalho, com quem temos que partilhar tanto do nosso dia.

Como é que algo tão simples como um sorriso nos pode fazer tão bem?

Em última instância, o sorriso pode ser uma demonstração simples e pura de sentimentos sem a utilização de palavras que contagia quem nos rodeia. Já experimentaram?

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Sorrir faz-nos mais leves, mais bem-dispostos e até mais positivos.

Atualmente é algo muito difícil de colocarmos em prática, é um facto, temos que aprender a sorrir com o olhar, um olhar atencioso, solidário, caloroso.

Passamos o nosso dia a correr, em piloto automático, sem reparar efetivamente nas pessoas com quem nos cruzamos, com quem temos que lidar…passamos o dia vazios, por vezes, mas a regra é sempre a mesma: dar para receber. Devemos dar atenção ao próximo, um ‘Bom Dia’ que nunca fez mal a ninguém, um olhar atencioso, sorrir sempre que possível pois ilumina o dia dos que connosco se cruzam e, como já disse, contagia pelo que passamos a receber mais sorrisos de volta.

Vamos sorrir mais?

E sermos gratos pelas coisas más, hein?!

Tri, 27.07.20

Uma outra palavra que entrou na moda e que se usa até “desgastar” é a gratidão. (e cá vou eu contribuir para o desgaste)

No entanto, muito se fala e, por vezes, pouco se faz. Gratidão não passa por escrevermos frases bonitas mas sim por sentirmos efetivamente gratidão na nossa vida, vivermos a vida de forma diferente. (que é diferente de sermos gratos duas vezes ao dia com qualquer coisa boa que aconteça)

Afortunadamente que o percebi há muito e tenho aprendido ao longo da minha evolução (sim, estamos sempre a aprender) mas, nos últimos dias, tenho vindo a refletir mais sobre isto, desde a última visita ao blog da Just Smile (que vale sempre cada visita), e percebi o quanto sou grata por muita coisa que me tem acontecido nos últimos anos.

Felizmente, é algo que está já efetivamente presente na minha vida (se bem que todos temos dias menos bons), gosto de fazer inclusive o meu livro da gratidão e obrigar-me a ter o meu tempo diariamente para refletir.

Já todos estamos habituados a ouvir que devemos ser gratos pelas pequenas coisas do dia-a-dia e que devemos estar atentos aos pequenos pormenores da vida que são relevantes e que devemos elevar (parece cliché mas é mesmo verdade).

Não obstante a importância das pequenas coisas da vida, sermos gratos pelas coisas boas é fácil! (afinal de contas são boas, não é?!)

O difícil mesmo é sentirmo-nos verdadeiramente gratos perante os problemas, os desafios da vida, as situações de tristeza e sufoco, os problemas e dilemas mal resolvidos. É claro que nunca queremos agradecer pelas coisas más, mas se não acontecessem, se o outro não tivesse determinada atitude, não estaríamos onde estamos.

Sim, devemos ser igualmente gratos pelas coisas menos boas que nos aparecem na vida!

Costuma-se dizer que pensamentos positivos atraem coisas positivas, e é mesmo assim pois a vibração que emanamos é a que vamos atrair. Desta forma, o sentimento de gratidão funciona no universo como um íman, e tudo o que agradecemos nos será devolvido quando precisarmos.

Então, não importa se fomos menosprezados no nosso trabalho, se fomos magoados nalguma relação, o relevante é sentirmos esse impacto, termos o nosso tempo de ficarmos tristes, revoltados, injustiçados (o que for) e no final agradecer a lição, e as ilações que podemos tirar perante o problema com que nos deparamos.

Claro que tudo isto implica uma crença plena, no campo do ceticismo não vale a pena estarmos a ter esta conversa, caros amigos.

Mas vivendo genuinamente a vida com amor e gratidão, é o que vamos vibrar para o universo que nos devolve aquilo que precisamos. E atenção, não nos devolve o que nós queremos (ou jugamos ter que ter) devolve-nos, de forma singela, aquilo que precisamos. Temos que ter essa perceção e compreender a relevância disso para não defraudarmos a nossa expectativa que pode ser muito ambiciosa (e não a fundamental para a nossa vida naquele momento). 

Vamos sentir gratidão: pelas dores, desamores e desentendimentos, pelas dificuldades financeiras, enfim por tudo o que possa ter acontecido pois formou a pessoa que somos hoje e, provavelmente, foi fundamental aquele momento menos positivo na nossa vida, ainda que só tenhamos essa percecção muito tempo depois (por vezes demoramos anos para aprender a lição, certo?)

Vamos sentir gratidão não só pelo bom mas pela vida na sua completude.

“Seja agradecido pelo que você tem e acabará tendo mais.
Se você se concentrar no que você não tem, nunca terá o suficiente.”

Oprah Winfrey

 

E tu pelo que és grato hoje?

A minha primeira viagem à Índia

Tri, 21.07.20

A minha primeira viagem à India foi mágica. (Sim leram bem, a primeira porque no que depender de mim não será a única)

Foi uma viagem muito desejada e sonhada, foi simultaneamente adiada por vários anos, pelo receio da realidade que iria encontrar e que não sabia como lidar. Até chegar a coragem e ir! (e agora não quero outra coisa)

Sim assisti a grandes choques de realidade, sim vi toneladas de lixo acumulado que nos corta o coração, sim vi vacas bem tratadas (e simultaneamente mal tratadas, na verdade) e sim fui para o sul da Índia e recomendo vivamente.

Por muita preparação prévia que tenhamos feito, é inevitável que a India não mexa connosco porque vamos estar rodeados de lixo, confusão, barulho (muita buzina) e ao mesmo tempo silêncio, vamos levar um murro no estômago mesmo que tenhamos feita muita pesquisa.

Mas assim que nos abstraímos do menos bom, somos tocados pela beleza, alegria, humildade e espiritualidade do povo indiano.

Diria mesmo que a grande magia da India é as suas pessoas, que nos dão um banho de humildade brutal, que mesmo no meio das suas dificuldades conseguem ser afáveis, conseguem até partilhar o pouco que têm. 

India não é um mero destino de férias, é uma experiência de vida impactante.

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O meu destralhanço

Tri, 16.07.20

Ora isto depois de se inventar uma palavra pode-se fazer toda uma conjugação verbal com a mesma, não será verdade?!

O Priberam não reconhece destralhanço, não precisam de ir procurar que eu facilito-vos a vida, mas eu digo-vos o que é: diz a linguagem corrente que 'é o ato de deitar fora tralhas'. 

Na minha vida desfazer-me de coisas, literalmente, foi libertador, fez-me ganhar espaço, tempo, clareza. Libertei-me de coisas em casa e no meu escritório, aos poucos, com tempo, não foi uma mudança radical num só dia, mas o impacto foi muito positivo.

Só quando nos predispomos à mudança, quando decidimos começar a separar as coisas, a deitar fora, é que nos depararmos com a montanha de coisas que temos. No fundo já sabíamos que tínhamos muitas coisas mas ter a certeza e encararmos toda a tralha com números concretos é muito mais impactante.

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O problema é que, normalmente, as nossas coisas (vulgo tralha) estão todas arrumadas nos seus armários, logo não damos pela sua presença e vamos juntando mais peças e acumulando sem nos apercebermos disso.  Só quando iniciamos este processo é que percebemos a quantidade de coisas que ainda temos guardadas e que não vemos, não consultamos, não lemos há anos, que não vestimos nos últimos três anos (e que na verdade nunca mais voltaremos a vestir porque já não nos servem), enfim percebemos a importância e urgência de destralhar.