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Estou só a dizer coisas ...

um espaço para a reflexão e partilha ...

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Estou só a dizer coisas ...

15
Dez17

viver sem pressas

publicado por Tri

Não tenho escrito ao ritmo que gostaria nem atualizado convenientemente este blog…tem-me custado manter o foco.

Mas em compensação tenho vivido experiências novas nos cursos que ando a tirar, tenho tentado pensar mais em mim e cuidar de mim e já dei alguns passos bastante importantes nesse sentido, nomeadamente no campo da saúde.

 

Sabem quando uma pessoa começa a viver de acordo com aquilo em que acredita, que lhe parece fazer sentido, que lhe dá equilibro, e, de repente, parece atrair pessoas que pensam e vivem da mesma forma; livros que só podiam ser mesmo lidos nessa altura, blogs inspiradores que nos aparecem na ‘hora certa’. É o que me anda a acontecer!

 

Acho que as coisas me começam a fazer sentido; me dão alento para uma mudança de vida, mudança de hábitos, mentalidade, para uma vida melhor e mais estável.

Vou continuar a tentar ir mudando, focando-me em abrandar, pensar mais em mim, tentar encontrar o meu equilíbrio para, dessa forma, poder dar-me mais e melhor aos outros.


Vou partilhar convosco algumas dicas que, apesar de não serem novidade, despertam em mim esta vontade de mudar e se as tornar ‘regras’ para a minha vida.

 

❤ Viver sem pressa: acabamos por chegar sempre a todo o lado.

 

❤Desconectar: não levar o telemóvel para o quarto, ou se necessário, não o levar para junto da cama. Dar ao cérebro o descanso devido.

 

❤ Aceitar-se tal como se é

 

❤ Amar o que fazemos e sentir prazer nisso.

 

❤Cuidar dos nossos: Amar quem nos rodeia e demonstrarmos isso mesmo, cuidar das nossas relações, não as tomar sempre como certas.

 

❤ Preparar o nosso corpo para o descanso: comer algo leve ao jantar e dormir as horas necessárias que o corpo exige (a roupa vai continuar por passar e arrumar, mas quando pegarmos nesses afazeres vamos ter muito mais energia)

 

❤ Saber parar: quando necessário parar. Parar a correria do dia-a-dia e respirar fundo, despois continuar. Parar alguma tarefa mais stressante, analisar os prós e contras e depois continuar…é que flui muito melhor.  

❤ Agradecer pelas coisas mais simples, todos os dias. Gratidão pelo que temos perante as atrocidades a que assistimos no mundo.  

 

❤ Contribuir para o nosso planeta. Das mais simples formas, como ajudar a reciclar, até envolvimentos mais complexos com associações ambientais. É urgente tratamos do nosso planeta que, de facto, não é ‘nosso’ é apenas emprestado e, como tal, todos temos responsabilidade sobre ele e de o deixar melhor para as gerações futuras.

 

❤ Simplificar: as nossas rotinas, os nossos hábitos, diminuindo drasticamente a quantidade de coisas que usamos diariamente. Nomeadamente em questões de produtos de beleza, guarda-roupa e afins. Reunimos tanta ‘tralha’ que até a escolha se torna difícil

 

❤ Descomplicar: esta é a mais difícil, mas passa simplesmente por desligarmos o descomplicómetro, olhando para uma situação sob o prisma mais simples

 

❤ Rir: rirmos de nós próprios e rir da vida. Rir muito e sempre, pois só assim é que vale a pena viver a vida

28
Nov17

isto há cada um ...

publicado por Tri

parking.jpg

Eu sei claramente que não me acontece só a mim, mas chateia …

 

Pessoas estacionarem (mal) em frente ao meu carro que está bem estacionado (no devido lugar para o efeito, vá).

Pessoas estacionarem em frente ao meu carro que está bem estacionado e ficarem dentro do carro.

Pessoas estacionarem em frente ao meu carro que está bem estacionado, ficarem dentro do carro e verem-me a abrir o meu e a entrar e não se mexerem.

Pessoas estacionarem em frente ao meu carro que está bem estacionado, ficarem dentro do carro e verem-me a abrir o meu e a entrar…e ainda tenho que apitar para alertar e com maior das latas me perguntam:

 

“Quer sair?!”

“Não! Claro que não, vim só para ficar a olhar para si!”

 

(ainda assim, é melhor que as pessoas que deixam o carro, vão para longe e voltam 3h depois … é que não há buzinadela que safe)

02
Nov17

a gratidão

publicado por Tri

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Hoje acordei bem, bem como um todo.

Acordei e dei comigo a ter consciência de toda a gratidão que me invadia.

 

Mas afinal, o que é isto da gratidão?

 

Quando sentimos gratidão é como se o coração transborda-se de alegria. É quando nos sentimos bem, e especiais, e alegres e felizes por "nada de especial”, ou melhor dizendo “por tudo e por nada”. Apenas porque sim!

 

Acordei e senti-me bem enquanto comia uma banana e vendo o sol a aparecer timidamente no céu, senti-me grata por poder apreciar um ato tão simples como esse, mas que nem todos os seres humanos têm o acesso a esse privilégio.

Senti-me grata pelo facto de o meu trabalho ser no sentido oposto ao do trânsito diário e de eu não ter que passar por isso todos os dias (aliás senti-me grata por ter trabalho sequer).

 

Senti-me grata por ter tempo e possibilidade (devido á distancia) de ir comer a minha marmita junto à praia e poder parar, e apreciar o que me rodeia e pensar.  

 

Quando paramos para pensar, refletir em algo, a respiração é uma ferramenta bastante importante, é uma das formas que nos permite estarmos conscientes do momento presente, que nos permite estar aqui e agora.

Assim, numa das minhas inspirações dei comigo a ser grata pela família que tenho, aquela que está mesmo junto a mim sempre, pelos meus pais que são um pilar fortíssimo (e se calhar não o sabem devidamente), pelos amigos, mesmo amigos, que se contam pelos dedos das mãos mas que estão sempre presentes mesmo sem notarmos.

 

Grata por poder simplesmente caminhar neste mundo, ter saúde, poder ler, ser feliz, poder servir o próximo, poder continuar a sonhar com ‘mudar o mundo’ e, não o conseguindo, tentar fazer o meu papel para o tornar um pouco melhor. Grata por poder ver os pássaros no quintal da minha mãe e ainda a ouvir a refilar (toda chateada) que lhe estão a ‘debicar’ os morangos todos.

 

Grata por poder escolher o que quero para minha vida e por poder lutar pelo que quero, sem limitações nem imposições. Grata por ser livre.

 

E acho que todos deveríamos ser gratos na vida, em algum momento deveríamos parar a nossa azáfama diária e sermos gratos.

No fundo, todos temos algo por que ser gratos, quanto mais não seja o facto de estarmos vivos, termos diferentes experiências e podermos viver esta vida, da melhor maneira que nos é possível.  

 

E vocês, pelo que são gratos hoje?

26
Out17

Ah e tal, o minimalismo…

publicado por Tri

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 É um conceito que me faz cada vez mais sentido, muito sentido mesmo.

Creio que no fundo, a simplicidade e o viver com verdade foram valores que sempre estiveram presentes na minha vida; mas sinto cada vez mais a necessidade de mudar muitos hábitos de melhorar muita coisa, na minha pessoa e no mundo que me rodeia.

 

Todos os anos (desde que me lembro de ser gente vá) que faço uma vistoria nos armários e gavetas para dar a roupa que já não serve, que já não gosto, enfim, que já não uso. (também só o faço porque tive uma fase consumista muito forte e tenho sempre muita roupa..=/ )

De uma forma geral, tentei sempre ir ‘destralhando’ roupa, sapatos, carteiras…mas no fundo, creio que o fazia pelas razões erradas. Não só pela vontade de dar, a quem de facto fosse usar aquelas peças giras e em bom estado e lhes fosse dar uma nova vida, mas para arranjar mais espaço para as novas peças que pudessem ir ‘habitar’ o meu armário.

 

Tenho assistido a uma mudança nos últimos anos: a minha mudança, a da minha pessoa! E tem sido ótimo!

 

Conheci e explorei livros ótimos que me recomendaram e tenho seguido alguns blogs desta nossa blogosfera que são simplesmente inspiradores, que me fazem acreditar, que me ajudam a perceber muitas coisas, que me fazem ter vontade de efetivamente mudar (não apenas o dizer gostaria de mas de o fazer efetivamente).

 

No fundo, sempre tive um lado minimalista dentro de mim, sempre disse que ‘quando fosse grande’ não ia ter uma casa como a da minha avó, cheia de bibelôs e ‘tralhas’ (as casa das avós são todas assim, verdade!!?) e mesmo a da minha mãe que guarda tudo o que lhe oferecem, gosta de comprar pratos, jarras e toda uma parafernália de artigos de decoração.

 

Não tenho nada contra a quem o faz (até porque as fábricas precisam de vender todos aqueles artigos de Bordalo Pinheiro) mas de facto cada vez me identifico menos. (ainda assim há peças especiais em casa da avó/mãe que são ótimas para surripiar)

 

O conceito de minimalismo está de facto na moda, mas é uma moda tão positiva e que nos pode trazer tantas coisas benéficas que creio que todos os que se identificam devem mesmo aderir.

18
Set17

as frases que me tiram do sério

publicado por Tri

1. "Tem calma"

O "tem calma" é daquelas coisas que me faz subir a tensão de forma quase imediata.

Das duas uma, ou eu nem sequer estava nervosa (apenas a apresentar algum ponto de vista com mais convicção!!) e fico automaticamente irritada; ou se estava a ter um ataque de ansiedade (porque o GPS nunca funciona quando deve e já estou à 2h às voltas…por exemplo, só como exemplo) então perco a cabeça.

 

Eu nem sou pessoa de me irritar de facto, mas o ‘tem calma’ tem um poder quase super-heróico de ligar um botão dentro de mim para me fazer perder a paciência.

Mas porquê?!? Porque é que têm que usar essa expressão?! Por acaso alguém acha que por dizer calma em voz alta resolve automaticamente todos os problemas existentes e que a pessoa com quem falam fica de tal modo aliviada que nem precisa de meditação?!

 

2. "Então, como te correu o dia?"

A sério?! Ainda mal cheguei, ainda não me sentei e querem que eu faça um resumo do dia?! E quem disse que eu quero, se calhar o dia nem foi assim tão bom e o que quero é esquecê-lo e não revivê-lo de ponta a ponta. Se foi bom e empolgante vou querer contá-lo à minha maneira, cheio de histórias, pormenores e parvoíces.

Portanto não me peçam resumos. 

 

3. "Não stresses"

Mas por acaso o facto de eu comentar que o condutor do lado (que se está a tentar meter na fila á nossa frente) que sofre de ‘chico-espertismo’ significa que já estou stressada?! Stressada é deixarem-me ficar horas presa no trânsito a perder preciosos anos de vida.

Só porque uma pessoa comenta certos e determinados problemas do dia-a-dia (trânsito, filas de supermercado e afins) não significada de forma perentória que já está stressada….mas se continuam irá fazer quase o mesmo efeito de ‘Tem calma!’.

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04
Set17

seremos mesmo o espelho dos nossos pais?

publicado por Tri

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Dizem-nos durante toda uma vida “é a cara chapada da mãe.”, “Ai que feitiozinho, sai mesmo ao pai”, “tal pai, tal filho”, e será que somos mesmo assim tão iguais?

Será que os nossos feitios e personalidade são ditados pelos nossos pais e respetivos feitios? Será que não desenvolvemos a nossa própria personalidade ao longo da vida á medida que vamos crescendo? Será que somos assim tão iguais?

E a resposta é sim, eu creio que sim!

 

Eu vejo por tantos casos que me são próximos, amigos e família, como os pequenos absorvem tudo que nem esponjas.

Assisto ao crescimento de algumas crianças pensando ‘que orgulho, que esperta e inteligente ela está a ficar’ refletindo que os exemplos daqueles pais são de facto positivos, as regras que lhe são impostas fazem todo o sentido, as atividades culturais que partilham com a criança são muito benéficas e, dessa forma, creio que estão a fazer um bom trabalho.

 

No entanto, vejo outros em que penso ‘ai no que ele se está a tornar’ e, de facto, é mesmo isso com pais com uma índole um tanto ao quanto duvidosa, amargos e insurretos, as crianças repetem os seus hábitos, educação (ou falta dela) e as tendências que as envolvem.

Assim, a criança torna-se pouco simpática, social e até autónoma nas funções básicas da vida, mas de facto a culpa não é da criança, mas sim da sua envolvente, mas sim dos exemplos (ou não) que lhe são passados.

 

A criança é totalmente condicionada e influenciada pelo seu meio ambiente, pelos exemplos dos pais, as conversas que os mesmos têm, os hábitos do dia-dia, são determinantes para o desenvolvimento da criança.

 

Todos temos a consciência de que viemos ao mundo fruto da união entre duas pessoas (com mais ou menos amor, não está em causa), e das quais herdamos geneticamente características que nos distinguem a cada um de nós de forma particular. Muitas destas características revelam aquilo que nós somos como pessoas, embora não totalmente, pois há coisas que o meio social nos transmite quase sem nos apercebermos.

 

Assim percebe-se a importância de sermos pais, criadores, educadores; é de facto relevante, (não propriamente pais biológicos…às vezes bem longe disso…) não só porque somos responsáveis por aquele pequeno ser que sem nós não é autónomo e não sobrevive, como também, somos responsáveis pelas pessoas que colocamos no mundo, somos responsáveis por criar aquele ser da melhor forma possível, passar-lhe a melhor educação e valores porque ele será o adulto que ficará neste mundo e o mundo já está suficientemente cheio de pessoas amargas, ruins e maldosas.

 

Pais deste mundo, vamos torná-lo num lugar melhor?!

21
Ago17

no que nos estamos a tornar ...

publicado por Tri

Ligamos a televisão nos dias que correm e, apesar de mudarmos de canal, as notícias são equivalentes em qualquer um deles; são homogéneas em toda a sua desgraça e destruição.

Apavora-me ver as notícias de hoje em dia, não um susto momentâneo, não um terror de não conseguir sair de casa, mas uma inquietação constante de não saber para onde caminha este mundo.

 

Tudo é tristeza, desgraça e destruição à nossa volta; incêndios que não cessam e incendiários que não são castigados, ataques terroristas quase diários e cada vez mais perto.

 

É um temor não saber o que será desta sociedade amanhã; não no aspeto económico-social relativo ao aumento da taxa de desemprego, aumento das rendas de casa devido ao crescendo de alojamentos locais e afins, da crise económica ou da poluição, não. Falo apenas da sociedade!

 

Esta sociedade que é a nossa e que tem como base a banalização da violência, tem como resposta a qualquer problema a falta de tolerância; esta sociedade que não cria resposta para os conflitos sem ser com novos conflitos.

Problemas estes que são transversais, desde os governantes, que deveriam dar algum exemplo, até aos cidadãos que não aceitam um ‘não’ como resposta sem que tal seja tido como uma afronta e tenha como resposta a violência imediata.

 

Temo o futuro da humanidade, pois assisto à sua destruição maciça: o homem a autodestruir-se.

 

É impossível sentirmo-nos indiferentes a tudo o que se tem passado.

Estamos cada vez mais impulsivos, menos racionais e a regredir em vez de evoluir; na verdade estamos a tornar-nos em verdadeiros animais da selva com a diferença fulcral de que não matamos para sobreviver, mas sim para nos fazermos valer.

 

O mundo está de facto virado do avesso, de uma forma que me deixa inquieta relativamente ao futuro e que me faz temer pelo mesmo e por todos os descentes que eu possa cá deixar. O que será o mundo para eles?

Estamos a evoluir no sentido contrário ao dos conhecimentos que adquirimos com o tempo. Evoluímos cada vez mais rapidamente para o egoísmo, para o egocentrismo, para a falta de tolerância e de respeito, para a falta de liberdade …

 

Ainda tenho esperança e acredito que podermos mudar e melhorar, mas até quando estes atos cruéis que saem impunes, até quando a corrupção sem consequências; para quando a esperança de um mundo melhor, de pessoas melhores?

 

Sei que diariamente devemos todos tentar fazer a nossa parte, pensar positivo, espalhar amor, proliferar a simpatia, paciência e tolerância …mas até quando?

17
Ago17

a discórdia no local de trabalho

publicado por Tri

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 Desde que me lembro de ser gente (vá…desde que comecei a ser gente grande e a trabalhar) o campeão do desentendimento entre colegas numa organização sempre foi o "ar condicionado".

 

É uma verdade transversal a todas as organizações por onde passei e, certamente, será também comum a muitos de vocês pois quem nunca assistiu a monólogos do género:

- Não se está nada bem nesta sala, até tenho que colocar o casaco pelas costas.

- Ai que calor. Vocês não sentem?

- Ui que frio, nem os pés me aquecem.

 

Paralelamente a este fenómeno existe também o da música ambiente, o rádio de fundo que se põe a tocar no escritório para cortar o silêncio pesado que por vezes pode existir (devido aos elevados níveis de concentração, claro está). Por aqui, habitualmente, o rádio passa uma qualquer rádio com música da moda, ora pra quem gosta de certos estilos de música específicos ter que ouvir de vez em quando reggaeton ou coisas assim, pode ser desconcertante (principalmente se não for acompanhado de um copo de vinho para animar).

 

A agência americana de marketing, WebpageFX, fez um estudo sobre este fenómeno e apresentou alguns números engraçados:

 

— 61% dos colaboradores ouvem música no trabalho para se sentirem mais felizes e produtivos.

— 88% consideram que realizam um trabalho mais preciso quando estão ouvindo música.

— 77% de donos e gerentes de PME acreditam que a música ajuda a ‘levantar o astral’ da equipa.

 

Mas que tipo de música devemos ouvir?

— Música ambiente (eletrônica ou instrumental) aumenta a precisão da análise e do preenchimento de dados em 92%.

— Música clássica melhora a eficácia do trabalho para 12% dos colaboradores

— Música pop reduz a incidência de erros para 14% dos colaboradores

— Música animada (dance music) aumenta a velocidade de leitura para 20% dos colaboradores

 

O estudo ainda demonstra que, se precisamos aprender coisas novas, devemos ouvir música com mais instrumental uma vez que as letras podem interferir na nossa capacidade de reter novas informações. Quando ouvimos música com letra, o cérebro tem que processar dados auditivos além dos dados que estamos a tentar apreender. Esta multitarefa pode fazer com que o cérebro interprete incorretamente as informações ou cometa erros sobre o que precisa armazenar.

 

Assim, caríssimos colegas, para bem da produtividade da nossa empresa, deixem de ouvir ‘despacito e afins’ (e de me obrigar a ouvir) e quem sabe possam aderir à moda dos phones nos ouvidos: ouvem o que querem, sem incomodar e ainda têm phones com umas cores todas catitas que podem fazer pandam com a roupa do dia.

 

(ou passamos todos a ouvir a música de espera do call center pois quando telefonamos dão-nos muita música clássica para nos acalmar…resulta imenso)

08
Ago17

o poder das palavras

publicado por Tri

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Simples são as palavras mas conseguem ferir, magoar muito e fazer feliz, fazer sentir carinho, idealizar a presença quando não a há. Não se apalpam. Não se veem quando as dizemos, nem as podemos roubar quando as ouvimos de forma a ficarem só para nós.

 

Simples são as palavras, nada têm dentro a não ser o sentido e significado que lhes conferimos. Sem a nossa interpretação, nada eram a não ser palavras, soltas, sozinhas, vazias.

Simples são as palavras que conseguem ferir ao ponto de doer; que conseguem separar duas pessoas; que conseguem juntar; conseguem criar uma guerra; conseguem acalmar; conseguem amar.

Simples mas tão poderosas, as palavras moldam-nos e mudam-nos, formam significados e conceitos, fazem-nos felizes.

 

De tão poderosas que são, é preciso ponderar as palavras que usamos em determinado momento, não é só a palavra em si mas o significado que a outra pessoa lhe vai conferir; e fere, magoa muito profundamente …

 

Há, claramente, momentos para tudo, mas há que pesar as palavras que se dizem para que as mesmas não sejam ‘gastas’. Pessoalmente, eu tenho bastante cuidado com as palavras que emprego, tenho até receio de usar umas tantas demasiadas vezes por forma a banalizadas, e há palavras que têm que ser fortes (devem) não podem ser banalizadas e cair no rotineiro.

 

Há que calcular os momentos em que se pede ‘desculpa’ de forma sentida, para que a palavra não seja banalizada por forma a quase perder o significado; há que calcular quando se diz um ‘amo-te’, deve ser mesmo verdade e sentido e não apenas dito para parecer bonito, a palavra tem que transmitir todo o peso de um sentimento; assim são as palavras.

Como também há que pesar, nos momentos de irritação, as palavras agressivas que podem tomar proporções maiores do que o que queremos transmitir e as palavras ferem e são difíceis de apagar.

 

Poderosas que são as palavras, simples palavras …

02
Ago17

os prazeres do verão

publicado por Tri

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 Finalmente o calor veio para ficar (felicidade para as pessoas, como eu, que são ‘cubos de gelo’ e desespero para os ‘fornos-ambulantes’) e que bem que sabe o quentinho do verão, acordar com o sol a brilhar e sair do trabalho a tempo de ver o pôr-do-sol.

Então hoje apeteceu-me fazer uma ode de adoração ao verão (prometo não fazer poemas com rimas parolas) e celebrar a vida.

 

Adoro a pausa que acontece na cidade! Todo o mundo vai de férias e, eis senão quando nos apercebemos (pasmem-se, caros leitores!) de que é possível andar na cidade sem trânsito! Poder chegar e sair do trabalho sem tem que passar pelo stress do trânsito, ter a cidade com um pouco menos de gases dos tubos de escapes …acho que descobri a solução caros governantes, redistribuição da população pelo território (ou então apenas férias vitalícias para a malta vá).

 

O efeito antidepressivo que a luz solar tem em nós, é incrível. Todas as pessoas andam mais bem-dispostas, com mais energia, mais alegres (até o ‘trombudo’ lá da empresa, vejam bem).

Poder usar pouca roupa e mais leve (pouca roupa, não é andar nua); adoro a facilidade com que nos podemos vestir no verão. Usar pouca roupa, leve e fresca e cheia de cores alegres e padrões vibrantes.

 

LER, LER MUITO! No verão podemos deliciar-nos a ler um livro de fio a pavio, os dias (que são mais compridos?!) parece que ajudam, que motivam à leitura e que nos dão mais horas por dia de forma a ‘esticarmos’ o nosso tempo. E que prazer me dá!

Ler é viajar sem sair do lugar, voar sem ter asas, sonhar acordado, navegar num mar de palavras imenso e dar asas à imaginação.

 

Gelados…huuuum…de todos os sabores, mas especialmente gelados artesanais, de chocolate, de doce de leite, de meloa, de cheesecake, de maracujá…huuuum, já disse gelados?

Não é que não se possam comer durante o resto do ano, mas a temperatura atmosférica parece que ‘não puxa’, já está demasiado frio para ainda estar a consumir uma coisa que não é fria é gelada!

 

A partilha, a partilha que o verão nos proporciona encanta-me. Estes dias, ditos maiores, permitem-nos partilhar mais momentos com os amigos, com a família, estarmos mais presentes, fazermos mais programas juntos. Partilhar o tempo em conjunto. É mesmo o ideal.

 

E assim fiquei a salivar por uns diazinhos de férias, que teimam em demorar, e vou-me contentando em acompanhar as vossas férias.

Uns excelentes dias de férias para quem os tem, aproveitem ao máximo! ;)