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Estou só a dizer coisas ...

um espaço para a reflexão e partilha ...

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Estou só a dizer coisas ...

18
Set17

as frases que me tiram do sério

publicado por Tri

1. "Tem calma"

O "tem calma" é daquelas coisas que me faz subir a tensão de forma quase imediata.

Das duas uma, ou eu nem sequer estava nervosa (apenas a apresentar algum ponto de vista com mais convicção!!) e fico automaticamente irritada; ou se estava a ter um ataque de ansiedade (porque o GPS nunca funciona quando deve e já estou à 2h às voltas…por exemplo, só como exemplo) então perco a cabeça.

 

Eu nem sou pessoa de me irritar de facto, mas o ‘tem calma’ tem um poder quase super-heróico de ligar um botão dentro de mim para me fazer perder a paciência.

Mas porquê?!? Porque é que têm que usar essa expressão?! Por acaso alguém acha que por dizer calma em voz alta resolve automaticamente todos os problemas existentes e que a pessoa com quem falam fica de tal modo aliviada que nem precisa de meditação?!

 

2. "Então, como te correu o dia?"

A sério?! Ainda mal cheguei, ainda não me sentei e querem que eu faça um resumo do dia?! E quem disse que eu quero, se calhar o dia nem foi assim tão bom e o que quero é esquecê-lo e não revivê-lo de ponta a ponta. Se foi bom e empolgante vou querer contá-lo à minha maneira, cheio de histórias, pormenores e parvoíces.

Portanto não me peçam resumos. 

 

3. "Não stresses"

Mas por acaso o facto de eu comentar que o condutor do lado (que se está a tentar meter na fila á nossa frente) que sofre de ‘chico-espertismo’ significa que já estou stressada?! Stressada é deixarem-me ficar horas presa no trânsito a perder preciosos anos de vida.

Só porque uma pessoa comenta certos e determinados problemas do dia-a-dia (trânsito, filas de supermercado e afins) não significada de forma perentória que já está stressada….mas se continuam irá fazer quase o mesmo efeito de ‘Tem calma!’.

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04
Set17

seremos mesmo o espelho dos nossos pais?

publicado por Tri

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Dizem-nos durante toda uma vida “é a cara chapada da mãe.”, “Ai que feitiozinho, sai mesmo ao pai”, “tal pai, tal filho”, e será que somos mesmo assim tão iguais?

Será que os nossos feitios e personalidade são ditados pelos nossos pais e respetivos feitios? Será que não desenvolvemos a nossa própria personalidade ao longo da vida á medida que vamos crescendo? Será que somos assim tão iguais?

E a resposta é sim, eu creio que sim!

 

Eu vejo por tantos casos que me são próximos, amigos e família, como os pequenos absorvem tudo que nem esponjas.

Assisto ao crescimento de algumas crianças pensando ‘que orgulho, que esperta e inteligente ela está a ficar’ refletindo que os exemplos daqueles pais são de facto positivos, as regras que lhe são impostas fazem todo o sentido, as atividades culturais que partilham com a criança são muito benéficas e, dessa forma, creio que estão a fazer um bom trabalho.

 

No entanto, vejo outros em que penso ‘ai no que ele se está a tornar’ e, de facto, é mesmo isso com pais com uma índole um tanto ao quanto duvidosa, amargos e insurretos, as crianças repetem os seus hábitos, educação (ou falta dela) e as tendências que as envolvem.

Assim, a criança torna-se pouco simpática, social e até autónoma nas funções básicas da vida, mas de facto a culpa não é da criança, mas sim da sua envolvente, mas sim dos exemplos (ou não) que lhe são passados.

 

A criança é totalmente condicionada e influenciada pelo seu meio ambiente, pelos exemplos dos pais, as conversas que os mesmos têm, os hábitos do dia-dia, são determinantes para o desenvolvimento da criança.

 

Todos temos a consciência de que viemos ao mundo fruto da união entre duas pessoas (com mais ou menos amor, não está em causa), e das quais herdamos geneticamente características que nos distinguem a cada um de nós de forma particular. Muitas destas características revelam aquilo que nós somos como pessoas, embora não totalmente, pois há coisas que o meio social nos transmite quase sem nos apercebermos.

 

Assim percebe-se a importância de sermos pais, criadores, educadores; é de facto relevante, (não propriamente pais biológicos…às vezes bem longe disso…) não só porque somos responsáveis por aquele pequeno ser que sem nós não é autónomo e não sobrevive, como também, somos responsáveis pelas pessoas que colocamos no mundo, somos responsáveis por criar aquele ser da melhor forma possível, passar-lhe a melhor educação e valores porque ele será o adulto que ficará neste mundo e o mundo já está suficientemente cheio de pessoas amargas, ruins e maldosas.

 

Pais deste mundo, vamos torná-lo num lugar melhor?!

21
Ago17

no que nos estamos a tornar ...

publicado por Tri

Ligamos a televisão nos dias que correm e, apesar de mudarmos de canal, as notícias são equivalentes em qualquer um deles; são homogéneas em toda a sua desgraça e destruição.

Apavora-me ver as notícias de hoje em dia, não um susto momentâneo, não um terror de não conseguir sair de casa, mas uma inquietação constante de não saber para onde caminha este mundo.

 

Tudo é tristeza, desgraça e destruição à nossa volta; incêndios que não cessam e incendiários que não são castigados, ataques terroristas quase diários e cada vez mais perto.

 

É um temor não saber o que será desta sociedade amanhã; não no aspeto económico-social relativo ao aumento da taxa de desemprego, aumento das rendas de casa devido ao crescendo de alojamentos locais e afins, da crise económica ou da poluição, não. Falo apenas da sociedade!

 

Esta sociedade que é a nossa e que tem como base a banalização da violência, tem como resposta a qualquer problema a falta de tolerância; esta sociedade que não cria resposta para os conflitos sem ser com novos conflitos.

Problemas estes que são transversais, desde os governantes, que deveriam dar algum exemplo, até aos cidadãos que não aceitam um ‘não’ como resposta sem que tal seja tido como uma afronta e tenha como resposta a violência imediata.

 

Temo o futuro da humanidade, pois assisto à sua destruição maciça: o homem a autodestruir-se.

 

É impossível sentirmo-nos indiferentes a tudo o que se tem passado.

Estamos cada vez mais impulsivos, menos racionais e a regredir em vez de evoluir; na verdade estamos a tornar-nos em verdadeiros animais da selva com a diferença fulcral de que não matamos para sobreviver, mas sim para nos fazermos valer.

 

O mundo está de facto virado do avesso, de uma forma que me deixa inquieta relativamente ao futuro e que me faz temer pelo mesmo e por todos os descentes que eu possa cá deixar. O que será o mundo para eles?

Estamos a evoluir no sentido contrário ao dos conhecimentos que adquirimos com o tempo. Evoluímos cada vez mais rapidamente para o egoísmo, para o egocentrismo, para a falta de tolerância e de respeito, para a falta de liberdade …

 

Ainda tenho esperança e acredito que podermos mudar e melhorar, mas até quando estes atos cruéis que saem impunes, até quando a corrupção sem consequências; para quando a esperança de um mundo melhor, de pessoas melhores?

 

Sei que diariamente devemos todos tentar fazer a nossa parte, pensar positivo, espalhar amor, proliferar a simpatia, paciência e tolerância …mas até quando?

17
Ago17

a discórdia no local de trabalho

publicado por Tri

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 Desde que me lembro de ser gente (vá…desde que comecei a ser gente grande e a trabalhar) o campeão do desentendimento entre colegas numa organização sempre foi o "ar condicionado".

 

É uma verdade transversal a todas as organizações por onde passei e, certamente, será também comum a muitos de vocês pois quem nunca assistiu a monólogos do género:

- Não se está nada bem nesta sala, até tenho que colocar o casaco pelas costas.

- Ai que calor. Vocês não sentem?

- Ui que frio, nem os pés me aquecem.

 

Paralelamente a este fenómeno existe também o da música ambiente, o rádio de fundo que se põe a tocar no escritório para cortar o silêncio pesado que por vezes pode existir (devido aos elevados níveis de concentração, claro está). Por aqui, habitualmente, o rádio passa uma qualquer rádio com música da moda, ora pra quem gosta de certos estilos de música específicos ter que ouvir de vez em quando reggaeton ou coisas assim, pode ser desconcertante (principalmente se não for acompanhado de um copo de vinho para animar).

 

A agência americana de marketing, WebpageFX, fez um estudo sobre este fenómeno e apresentou alguns números engraçados:

 

— 61% dos colaboradores ouvem música no trabalho para se sentirem mais felizes e produtivos.

— 88% consideram que realizam um trabalho mais preciso quando estão ouvindo música.

— 77% de donos e gerentes de PME acreditam que a música ajuda a ‘levantar o astral’ da equipa.

 

Mas que tipo de música devemos ouvir?

— Música ambiente (eletrônica ou instrumental) aumenta a precisão da análise e do preenchimento de dados em 92%.

— Música clássica melhora a eficácia do trabalho para 12% dos colaboradores

— Música pop reduz a incidência de erros para 14% dos colaboradores

— Música animada (dance music) aumenta a velocidade de leitura para 20% dos colaboradores

 

O estudo ainda demonstra que, se precisamos aprender coisas novas, devemos ouvir música com mais instrumental uma vez que as letras podem interferir na nossa capacidade de reter novas informações. Quando ouvimos música com letra, o cérebro tem que processar dados auditivos além dos dados que estamos a tentar apreender. Esta multitarefa pode fazer com que o cérebro interprete incorretamente as informações ou cometa erros sobre o que precisa armazenar.

 

Assim, caríssimos colegas, para bem da produtividade da nossa empresa, deixem de ouvir ‘despacito e afins’ (e de me obrigar a ouvir) e quem sabe possam aderir à moda dos phones nos ouvidos: ouvem o que querem, sem incomodar e ainda têm phones com umas cores todas catitas que podem fazer pandam com a roupa do dia.

 

(ou passamos todos a ouvir a música de espera do call center pois quando telefonamos dão-nos muita música clássica para nos acalmar…resulta imenso)

08
Ago17

o poder das palavras

publicado por Tri

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Simples são as palavras mas conseguem ferir, magoar muito e fazer feliz, fazer sentir carinho, idealizar a presença quando não a há. Não se apalpam. Não se veem quando as dizemos, nem as podemos roubar quando as ouvimos de forma a ficarem só para nós.

 

Simples são as palavras, nada têm dentro a não ser o sentido e significado que lhes conferimos. Sem a nossa interpretação, nada eram a não ser palavras, soltas, sozinhas, vazias.

Simples são as palavras que conseguem ferir ao ponto de doer; que conseguem separar duas pessoas; que conseguem juntar; conseguem criar uma guerra; conseguem acalmar; conseguem amar.

Simples mas tão poderosas, as palavras moldam-nos e mudam-nos, formam significados e conceitos, fazem-nos felizes.

 

De tão poderosas que são, é preciso ponderar as palavras que usamos em determinado momento, não é só a palavra em si mas o significado que a outra pessoa lhe vai conferir; e fere, magoa muito profundamente …

 

Há, claramente, momentos para tudo, mas há que pesar as palavras que se dizem para que as mesmas não sejam ‘gastas’. Pessoalmente, eu tenho bastante cuidado com as palavras que emprego, tenho até receio de usar umas tantas demasiadas vezes por forma a banalizadas, e há palavras que têm que ser fortes (devem) não podem ser banalizadas e cair no rotineiro.

 

Há que calcular os momentos em que se pede ‘desculpa’ de forma sentida, para que a palavra não seja banalizada por forma a quase perder o significado; há que calcular quando se diz um ‘amo-te’, deve ser mesmo verdade e sentido e não apenas dito para parecer bonito, a palavra tem que transmitir todo o peso de um sentimento; assim são as palavras.

Como também há que pesar, nos momentos de irritação, as palavras agressivas que podem tomar proporções maiores do que o que queremos transmitir e as palavras ferem e são difíceis de apagar.

 

Poderosas que são as palavras, simples palavras …

02
Ago17

os prazeres do verão

publicado por Tri

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 Finalmente o calor veio para ficar (felicidade para as pessoas, como eu, que são ‘cubos de gelo’ e desespero para os ‘fornos-ambulantes’) e que bem que sabe o quentinho do verão, acordar com o sol a brilhar e sair do trabalho a tempo de ver o pôr-do-sol.

Então hoje apeteceu-me fazer uma ode de adoração ao verão (prometo não fazer poemas com rimas parolas) e celebrar a vida.

 

Adoro a pausa que acontece na cidade! Todo o mundo vai de férias e, eis senão quando nos apercebemos (pasmem-se, caros leitores!) de que é possível andar na cidade sem trânsito! Poder chegar e sair do trabalho sem tem que passar pelo stress do trânsito, ter a cidade com um pouco menos de gases dos tubos de escapes …acho que descobri a solução caros governantes, redistribuição da população pelo território (ou então apenas férias vitalícias para a malta vá).

 

O efeito antidepressivo que a luz solar tem em nós, é incrível. Todas as pessoas andam mais bem-dispostas, com mais energia, mais alegres (até o ‘trombudo’ lá da empresa, vejam bem).

Poder usar pouca roupa e mais leve (pouca roupa, não é andar nua); adoro a facilidade com que nos podemos vestir no verão. Usar pouca roupa, leve e fresca e cheia de cores alegres e padrões vibrantes.

 

LER, LER MUITO! No verão podemos deliciar-nos a ler um livro de fio a pavio, os dias (que são mais compridos?!) parece que ajudam, que motivam à leitura e que nos dão mais horas por dia de forma a ‘esticarmos’ o nosso tempo. E que prazer me dá!

Ler é viajar sem sair do lugar, voar sem ter asas, sonhar acordado, navegar num mar de palavras imenso e dar asas à imaginação.

 

Gelados…huuuum…de todos os sabores, mas especialmente gelados artesanais, de chocolate, de doce de leite, de meloa, de cheesecake, de maracujá…huuuum, já disse gelados?

Não é que não se possam comer durante o resto do ano, mas a temperatura atmosférica parece que ‘não puxa’, já está demasiado frio para ainda estar a consumir uma coisa que não é fria é gelada!

 

A partilha, a partilha que o verão nos proporciona encanta-me. Estes dias, ditos maiores, permitem-nos partilhar mais momentos com os amigos, com a família, estarmos mais presentes, fazermos mais programas juntos. Partilhar o tempo em conjunto. É mesmo o ideal.

 

E assim fiquei a salivar por uns diazinhos de férias, que teimam em demorar, e vou-me contentando em acompanhar as vossas férias.

Uns excelentes dias de férias para quem os tem, aproveitem ao máximo! ;)

27
Jul17

ler é o melhor remédio

publicado por Tri

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- Com dor de dentes? Lê que esqueces-te logo da dor

- Tristeza depressiva? Lê uma comédia, muda-te logo o estado de espirito

- Com borboletas e corações a voarem á tua volta? Lê e reforça o teu estado apaixonado

- Rabugento? Lê e o teu humor irá mudar

 

Portanto, acredito que de facto ler é um ótimo remédio (OK! Ainda não cura doenças, é verdade, mas faz tão bem à alma!) e seja qual for o nosso estado de espirito a leitura vai acompanhar, vai melhorar (se escolhermos o tema apropriado claramente). O hábito de ler permite encontrar prazer, aconchego e até amizade nas palavras do escritor.

 

Quando escrevi aqui sobre a minha falta de tempo, ou melhor sobre a falta de tempo para mim, para estar, para me orientar, dediquei depois algum tempo a ler alguns blogs e descobri a Rita e que bem me fez.

Deixo-vos aqui o blog dela com o qual me identifiquei totalmente, com o qual concordo e que me abriu alguns horizontes.

Ler o blog dela não me curou o ‘dilema’, no entanto, permitiu-me começar a arrumar a cabeça (sim, de facto li quase de ponta a ponta como se de um romance se tratasse) permitiu-me começar a pensar e refletir sobre outras questões que me fazem todo o sentido e que, certamente, me vão ajudar a organizar melhor, a definir melhor as minhas prioridades e pôr-me a mim em primeiro às vezes (huuumm, ainda estou reticente com tal…mas prometo tentar, pelo menos uma vez).

 

E, acredito profundamente, que ler é mesmo um dos melhores remédios, pode não curar doenças graves, mas ajuda a manter a sanidade mental, ajuda a desenvolver a imaginação, ajuda a promover o sonho, e mesmo em doenças graves que grande diferença faz esta promoção da estabilidade mental.

24
Jul17

calma precisa-se

publicado por Tri

Preciso de calma!

Apesar de ser das coisas que mais detesto que me digam (é que honestamente não tem esse efeito mas sim o adverso…a palavra calma faz-me irritar).

Sinto que não tenho tempo, ou que o tenho deverás ocupado e, como tal, sinto-o a fugir…

 

Não teoria (e na perspetiva dos outros) tenho ‘bastante tempo’, ‘faço uma boa gestão do tempo’, consigo ‘conciliar tudo na vida’; Na realidade é mais “estou a sufocar mas não consigo dizer que não a ninguém e, de repente, dou por mim comprometida com diversos acontecimentos a que não posso faltar e a correr que nem louca de uns para os outros” (se calhar até posso e ninguém daria pela minha falta, mas eu creio que não posso…).

 

Não é de agora, eu sei, é um defeito (será que é feitio?!) que já me acompanha à alguns anos mas cada vez mais complicado de conciliar. Dou por mim a querer fazer tudo, a querer estar com todas as pessoas e tudo ao mesmo tempo.

 

Não quero dizer com isto que corro os “quatros cantos do mundo” para responder aos compromissos, não de todo, mas é preciso tempo para estar e usufruir de tudo: é a família, os amigos, os aniversários que se acumulam, o ir ‘á terra’ que nunca pode ser uma visita singela sem correr todas as ‘capelinhas’, é o voluntariado semanal, é o trabalho, é o ir aos casamentos e batizados, é o voluntariado mensal, é o receber gente, é o mostrar a cidade ‘a gente’, é as reuniões do voluntariado, é o estar com A tribo, é o estar com O tótó…um sem fim de coisas que me pedem para PARAR, para ESTAR, para SENTIR.

 

Dou por mim a dizer que sim a tudo e todos, e por vezes a correr e sair de um momento com alguém para ir ter com outras pessoas; sinto-me a correr e a despachar visitas e não quero de facto. Quero começar a parar, aprender a parar, a ter paciência, a saborear os momentos e a vida, ter o meu tempo e respeitá-lo.

 

Alguém me disse “ o que não acontecer agora, acontece depois e não faz mal nenhum que não saibas quando. Simplesmente esperas. O dia não tem de ter mais horas e a semana não tem de ter mais dias. Só tens que aprender a ser mais paciente.”

Parece simples a teoria, não é?

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17
Jul17

o amor não podia ser simples?

publicado por Tri

O amor é muito como aprender a falar, a andar ou a comer. É algo que nos é natural mas tem que ser induzido, tem que ser explicado para que nos habituemos. Precisamos de confiar na pessoa que nos estende a mão e que nos garante paz. Que nos diz que estará sempre ali, com a sua mão na nossa. Precisamos de coragem para acreditar e arriscar, mesmo sem saber para onde vamos; amor é arriscar e ir.

 

Mas porque é que o amor vem sempre acompanhado de sofrimento, de angústia? Porque é que são sentimentos tão opostos mas que andam de mãos dadas? Porque não pode simplesmente ser simples, bonito, ardente, carinhoso.

 

Quando amamos, desejamos muito alguém, o seu bem-estar e a sua felicidade e envolvemo-nos de tal forma que sentimos todas essas conquistas como nossas e todas as falhas e derrotas, de tal forma que dói muito e aperta o coração como se se tratasse das nossas próprias derrotas. Amar é sofrer em conjunto, amar é ter o coração sempre pequenino porque nos preocupamos com a felicidade de alguém tanto, ou mais, do que a nossa própria.

Amar é desejar sempre, e muito, e quando não temos sentimos aquele ‘baque’ no coração que aperta e que dói, dói muito.

 

Não pode o amor ser simplesmente bonito e caloroso? Não pode o amor largar a mão do sofrimento?

Eu agradecia …

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10
Jul17

amar pelos dois

publicado por Tri

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Amar pelos dois é o mote da canção vencedora do Festival da Eurovisão, não estando aqui em causa a referida canção, que pessoalmente acho belíssima, creio que amar pelos dois é um fardo muito pesado de suportar.

 

Ninguém tem de lutar pelos dois, ninguém deveria ter de lutar pelos dois em nenhuma relação…Acho que sendo assim, claramente, falha o conceito base de uma relação cuja premissa base é a do compromisso, do respeito e comprometimento mútuo de duas pessoas que têm o mesmo objetivo em comum. Se uma das pessoas deixa de partilhar esse objetivo, então o desfecho começa a traçar-se como fatal, ainda que possa ter um retrocesso.

 

O que não pode nunca ter, ou não deveria ter, é alguém que desistiu de lutar e um outro alguém que se auto propõe a lutar pelos dois.

 

Uma relação não é por defeito desenhada com base na perfeição, não é sonhada e depois tudo acontece; uma relação deve ser construída, reforçada constantemente, tudo deve ser esclarecido e clarificado sempre que necessário.

 

O Amor, apesar de crucial, de facto sozinho não chega … É necessário a entrega constante, a partilha, o reorganizar de prioridades e tornar “o outro” também uma delas.  E se amar, de facto, não chega, amar pelos dois não trará certamente futuro; se o outro perdeu o entusiamo, se não partilha dos mesmos objetivos de vida, se não quer atingir as mesmas metas e o seu amor se desvaneceu, então de nada adianta o esforço de tentar amar pelos dois e remar a bom porto.

 

Eu acredito plenamente em relações felizes; mais acredito no ‘felizes para sempre’ porque presencio muitas dessas relações e é lindo de ver um casamento de 30, 40 ou 60 anos com o carinho da adolescência ainda presente.

Eu acredito no amor e em tudo o que alimenta o amor e que deve comandar a nossa vida diariamente.

Acredito que há amores para a vida “até que a morte os separe”.

 

Mas também acredito que o “para sempre” é demasiado tempo e demasiado relativo, e que há amores que só são eternos enquanto durarem. E há que aprender a viver com isso e perceber que da mesma forma que há amores eternos, também os há com data de início e de fim, e que isso não tem que ser propriamente mau, apenas temos que entender e aceitar que juntos não são felizes e que deve, cada um, procurar a sua felicidade.