Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Estou só a dizer coisas ...

um espaço para a reflexão e partilha ...

um espaço para a reflexão e partilha ...

Estou só a dizer coisas ...

06
Jun17

ser feliz

publicado por Tri

“O ser humano nasceu para ser feliz” é uma das afirmações que mais se ouve e uma das premissas mais consensuais do nosso tempo. Atualmente, a discussão sobre este assunto passa muito pela reflexão do que é ser feliz, sendo que cada indivíduo terá a sua resposta muito pessoal a esta questão, pois a felicidade, num certo ponto de vista, é pessoal e intransmissível. Por outro lado, há uma ideia quase que pré-concebida de felicidade, que faz parte do senso comum, onde todos os indivíduos consideram que ter felicidade é ter saúde, amor, família, dinheiro suficiente, etc.

 

Evidentemente que a ideia de felicidade não é um conceito recente, já se discute à muitos anos, e mais do que isso, existe uma preocupação constante e inquietante: ser feliz é um desejo do ser humano ou um direito?!

 

Só o Amor faz dos seres humanos seres pessoais, capazes de se entenderem, de se tolerarem, de se respeitarem, de constituírem compaixão, justiça e perdão. Desta forma, quem não ama não consegue, não pode, ser feliz, por mais que tenha, por mais que seja. Quem não ama vive mal o seu presente e não é capaz do futuro.

 

Aristóteles descortinou a felicidade como “a atividade de alma dirigida pela virtude”, ou seja, pelo exercício da virtude, e não da simples posse. Só na liberdade é possível encontrar a felicidade.

 

A felicidade da liberdade consiste em levar o amor até ao esquecimento de si, na decisão livre e convicta de pôr a felicidade do outro antes da nossa própria. Assim, a felicidade é construída como um projeto com objetivos vitais de base como a solidariedade, a afetividade, a compaixão, o trabalho, a abertura, a cultura…

 

A felicidade é assim, apenas um direito do desejo de ser alguém, de ser para alguém.