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Estou só a dizer coisas ...

um espaço para a reflexão e partilha ...

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10
Jul17

amar pelos dois

publicado por Tri

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Amar pelos dois é o mote da canção vencedora do Festival da Eurovisão, não estando aqui em causa a referida canção, que pessoalmente acho belíssima, creio que amar pelos dois é um fardo muito pesado de suportar.

 

Ninguém tem de lutar pelos dois, ninguém deveria ter de lutar pelos dois em nenhuma relação…Acho que sendo assim, claramente, falha o conceito base de uma relação cuja premissa base é a do compromisso, do respeito e comprometimento mútuo de duas pessoas que têm o mesmo objetivo em comum. Se uma das pessoas deixa de partilhar esse objetivo, então o desfecho começa a traçar-se como fatal, ainda que possa ter um retrocesso.

 

O que não pode nunca ter, ou não deveria ter, é alguém que desistiu de lutar e um outro alguém que se auto propõe a lutar pelos dois.

 

Uma relação não é por defeito desenhada com base na perfeição, não é sonhada e depois tudo acontece; uma relação deve ser construída, reforçada constantemente, tudo deve ser esclarecido e clarificado sempre que necessário.

 

O Amor, apesar de crucial, de facto sozinho não chega … É necessário a entrega constante, a partilha, o reorganizar de prioridades e tornar “o outro” também uma delas.  E se amar, de facto, não chega, amar pelos dois não trará certamente futuro; se o outro perdeu o entusiamo, se não partilha dos mesmos objetivos de vida, se não quer atingir as mesmas metas e o seu amor se desvaneceu, então de nada adianta o esforço de tentar amar pelos dois e remar a bom porto.

 

Eu acredito plenamente em relações felizes; mais acredito no ‘felizes para sempre’ porque presencio muitas dessas relações e é lindo de ver um casamento de 30, 40 ou 60 anos com o carinho da adolescência ainda presente.

Eu acredito no amor e em tudo o que alimenta o amor e que deve comandar a nossa vida diariamente.

Acredito que há amores para a vida “até que a morte os separe”.

 

Mas também acredito que o “para sempre” é demasiado tempo e demasiado relativo, e que há amores que só são eternos enquanto durarem. E há que aprender a viver com isso e perceber que da mesma forma que há amores eternos, também os há com data de início e de fim, e que isso não tem que ser propriamente mau, apenas temos que entender e aceitar que juntos não são felizes e que deve, cada um, procurar a sua felicidade.